quarta-feira, 29 de maio de 2013

Cantada-de-RUA!


   Pois é, volto a abordar o tema. Dessa vez por causa do que aconteceu em resultado de eu ter levado um cartaz na Marcha das Vadias em Porto Alegre



 Um sujeito foi 'argumentar' comigo no Facebook que eu não poderia ter usado e expressão 'cantada', que o cartaz estava errado. Conforme expliquei na página Cantada de rua - conte o seu caso :


"..primeiro foi no meu perfil reclamar que eu não podia ter usado a palavra 'cantada', que estava errado. Primeiro eu pedi gentilmente que ele lesse os relatos desta página, mas ele não quis. Pedi que ele tentasse entender como as mulheres se sentem, e ele disse que isso não era o ponto, o ponto era o uso errado da palavra. Por fim eu disse que ele estava falando de algo que ele, como homem, não podia entender porque ele não passava por isso. Neste ponto ele me chamou de 'femista' e aí eu deletei esse comentário dele e o bloqueei; expliquei que não admito ofensas e ataques a mim na minha timeline.
Eu penso que a expressão "Cantada de rua" já mudou de significado há muito tempo. Hoje quando uma mulher ouve esta expressão, o que vem automaticamente à cabeça dela são todas as grosserias que ela ouve na rua todos os dias. Eu poderia ter explicado a ele que o que ele chama de 'cantada', hoje seria chamado de 'galanteio', se ele não tivesse me ofendido. E mesmo o galanteio é algo que um homem devia ter bastante cuidado ao usar. Já tivemos discussões aqui na página sobre abordagens educadas, mas pela falta de boa vontade dele, não deu nem para conversar sobre isso."

Então primeiro quero esclarecer que eu não disse que toda cantada é assédio. Eu disse que cantada-de-rua é assédio. Daqui pra frente vai ser escrito assim, com hífen, para que fique claro que se trata de uma expressão inteira. Assim como rabo-de-cavalo não se refere a qualquer tipo de rabo mas a um jeito específico de arrumar o cabelo, a cantada-de-rua não se refere a qualquer tipo de cantada. Se refere especificamente àquilo que muitas mulheres passam todos os dias quando andam na rua. 

Se perguntar a qualquer mulher o que lhe vem à cabeça quando ouve a expressão CANTADA-DE-RUA, 99% ou mais vai dizer que só se lembra de todas as coisas desagradáveis e mesmo assustadoras que ouvem e passam quando saem de casa.

 Usar a definição de dicionário e discutir o assunto sob o ponto de vista da 'fria lógica' não resolve o assunto. Palavras e expressões mudam de significado com o tempo e as circunstâncias, e num caso como este seria ao menos de bom tom tentar entender e escutar as mulheres sobre o assunto, já que são elas as diretamente atingidas.

Achei engraçado que o sujeito que discordou de mim se considera um 'iconoclasta'. Pois eu digo que iconoclasta sou eu, quando quebro com os estereótipos tão caros a certas pessoas, que insistem em manter a ideia ultrapassada do significado de certas palavras e ações. A sociedade muda, o significado de palavras e ações também mudam, e devemos escutar quem é diretamente atingido, não os que preferem ignorar a realidade para poder manter o seu privilégio.

O que se pretende ao chamar a atenção para esse problema? Principalmente chamar a atenção das pessoas para o que é praticamente invisível para quem não está diretamente envolvido. 

As pessoas circundantes precisam se conscientizar de que a mulher vítima desse tipo de assédio precisa de apoio e proteção. Ela definitivamente não precisa ouvir conselhos como "Ignore!" ou "Não use esse tipo de roupa". Quando há repúdio social a um determinado tipo de comportamento, ele tende a diminuir muito; é por isso que as pessoas geralmente não arrotam ou soltam gases em público. Não há lei que proíba, é a reprovação dos circundantes que constrange.

 ******************************************

Outras postagens relacionadas -

A 'santa' e a 'puta' - a origem das cantadas de rua

Cantada, galanteio, assédio e agressão nas ruas

Cantada de rua - conte o seu caso

Também foi abordado em um podcast do Bule Voador sobre feminismo:
 Bulecast 07 – FEMINISMO

***************************************

 

 

 

 

 

 

 

domingo, 19 de maio de 2013

PARA SAIR DA GUERRA [por Marcos Rolim]



  Reproduzo aqui alguns trechos do artigo de Marcos Rolim. Para ler na íntegra, acesse o link no final.





"A discussão sobre política de drogas envolve enorme complexidade, razão pela qual o caminho mais curto para o erro é a simplificação.

Recentemente, um magistrado e uma psiquiatra publicaram artigos em ZH, chamando atenção para os malefícios do uso da maconha.
 [.......]
Ocorre que o debate não se resolve pela constatação dos malefícios do uso de drogas. Caso contrário, o magistrado e a psiquiatra estariam defendendo que as bebidas alcoólicas e o tabaco fossem ilegais. Os efeitos associados ao álcool e ao tabaco são devastadores. Mortes no trânsito e violência doméstica, por exemplo, estão fortemente correlacionados ao hábito de beber. Tanto o álcool, quanto a nicotina produzem dependência química severa e respondem por 96,2% dos óbitos por uso de todas as drogas no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2010, a bebida matou 34.573 pessoas (84,9% das mortes por uso de drogas no Brasil), o fumo matou outras 4.625 (11,3%), enquanto a cocaína matou 354.
 [......]
Os interessados deveriam assistir ao documentário “Quebrando o Tabu, de Fernando Andrade, com Fernando Henrique Cardoso, Drauzio Varella, Bill Clinton e muitos outros, em um diálogo com as experiências internacionais sobre o tema. O filme está no YouTube em: http://www.youtube.com/watch?v=tKxk61ycAvs e termina com a frase: “Em 1971 os EUA declararam guerra às drogas, 40 anos depois, é hora do mundo declarar paz”. "
******************************
 Leia o artigo na íntegra aqui.

********************************************

sábado, 18 de maio de 2013

A "lógica" dos homofóbicos

Gabrielle de vez em quando se põe a pensar sobre certos assuntos, e às vezes chega a conclusões surpreendentes, como essa: 






*********************************************************************

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Jornal da Câmara de Brasília

 


 

IV Marcha Nacional contra a Homofobia - Fotos


Marcos Oliveira

Marcos Oliveira e José Guilherme


Marina Reidel




Marcos Oliveira

Ana Victoria e José Guilherme


Luth Laporta



X Seminário Nacional LGBT - Fotos



Com Jean Wyllys logo antes do início do Seminário. Ele é membro emérito da LiHS.



Jeferson Oliveira


José Guilherme



Ivone Pita

Padre Beto. Sim, aquele mesmo, que foi excomungado. ICAR pisou na bola...

X Seminário Nacional LGBT

 Em Brasília, 14 de maio de 2013.

**********************************************************



**********************************************************

A minha participação começa a partir de 1:31:20

**********************************************************

Para ver todo o seminário por partes -


 
**********************************************************

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Bulecast 07 – FEMINISMO



Voltamos com mais um Bulecast e desta vez viemos para falar sobre o feminismo! Desde seus primórdios até alguns temas mais atuais, inclusive algumas polêmicas. Se você tem alguma crítica, alguma sugestão, reclamação, elogio, dúvida ou quiser complementar alguma coisa, nos mande um email para bulevoador@ligahumanista.org.br e ajude a enriquecer o Bulecast!


Participantes do Bule: Eduardo Patriota, Natasha Avital, Asa Heuser, Vanessa Prates, Robson Fernando e Adelino de Santi Jr.

Edição: Eduardo Patriota

Introdução: Marcelo De Franceschi

Acesse o Bule e escute:


***********************************************************

Bulecast 07 - Feminismo (Parte 2)  


***********************************************************