quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A História de Melissa - uma solução para o assédio de rua!


Existe um site - Hollaback - que estimula as mulheres a reagir ao assédio de rua de várias maneiras. Uma delas é registrar um ato obsceno fotografando ou filmando com o celular ou câmera, outra é essa abaixo:

"Finalmente entreguei o meu primeiro cartão essa noite. Durante um mês e meio eu estava com eles mas nada aconteceu de fato, eu realmente não sofri assédio por quase um mês; agora que eu estava preparada, nada veio.

Então um dia eu estava caminhando perto de um prédio à minha direita, e conforme eu ia andando, caminhava tão rente quanto possível a ele para não precisar desviar das pessoas, eles caminhariam à minha esquerda. Mas teve um sujeito que estava fazendo a mesma coisa e eu simplesmente presumi que ele parecia uma pessoa normal então ele vai desviar de mim, mas ele não fez isso, ele dá um encontrão em mim e quase me derruba, tenta me beijar e depois diz "você estava caminhando bem na minha direção, achei que me amava e queria um beijo". Tudo aconteceu tão rápido, tudo que pude fazer foi tacar o cotovelo no peito dele e dizer: me larga, você é nojento. Em situações assim simplesmente não dá tempo de entregar um cartão.

Mas essa noite, foi mais do tipo normal de assédio que sofro quase todos os dias. Eu os vi chegando mais ou menos a uma quadra de distância, eram dois. Quando é mais de um eu sempre sei que será pior, eles incentivam um ao outro. Eles dão aopio um ao outro em seus assédios.

Enquanto eu olhava diretamente para a frente, um deles disse, 'Ei, linda' e quando passei por eles um diz 'Ei cara, acho que ela estava olhando para você' como uma risada e um sorriso. Então eu paro, penso que se essa não a hora perfeita para entregar esse cartão, não sei qual seria. E quando eu paro ele automaticamente se aproxima de mim e repete o que disse antes e eu olho para ele e digo "isso é para você" e entrego o cartão a ele. Saio caminhando. Não espero por uma reação. Na verdade eu nunca vou esperar por uma reação, porque a história prova que homens não reagem bem à rejeição. E nesta cidade eu aprendi a presumir que todos são loucos, e não falar besteira e começar alguma encrenca. Não iria acabar bem.

Eu só quero passar a minha mensagem da forma mais clara possível. E talvez ele o tenha lido e jogado fora imendiatamente ou talvez ele o tenha mostrado ao seu amigo e eles riram, mas eu espero que ele o tenha colocado no bolso, e que ele esqueça dele e que depois o encontre de novo e de novo e de novo."



[Tradução livre-
"Você recebeu esse cartão porque cometeu um ato de assédio sexual não desejado comigo. 'Oi linda', 'oi querida', barulho de beijo,comentários sobre o meu corpo ou qualquer outra forma de "cantada" não são elogios. Isso pode ser constragedor para você, já que você antes não tinha consciência do quanto esses comentários são degradantes, mas agora você sabe.

Não vou falar com você já que não o conheço e não quero conhecê-lo. Por favor respeite a minha escolha de não querer conversar com você."]


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Texto original em - http://nyc.ihollaback.org/2013/01/03/melissas-story-a-street-harassment-solution/

A tradução pode por vezes não estar inteiramente de acordo com o original, mas o sentido foi mantido.


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Um comentário:

  1. Oi, Åsa! Interessante essa forma de defesa. Lembra muito daquelas placas geralmente de metsais com mensagens informativas a pichadores que algumas casas deixam. No começo, achamos essas ideias absurdas porque sentimos que não vai dar certo (a pessoa avisada não vai parar com o que faz), mas depois, ao pensarmos bem, nos damos conta de que é uma boa ideia. Afinal de contas, quem avisa amigo é, né? Se não se comportar direito... Xadrez!

    Beijos!

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