domingo, 29 de janeiro de 2012

Dia da Visibilidade Trans [Blogagem Coletiva]

 Atendendo ao chamado das Blogueiras Feministas para fazer uma blogagem coletiva no dia da Visibilidade de travestis e transsexuais, posto esse episódio de A LIGA sobre transsexualidade, que foi ao ar em 18 de outubro de 2011.
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Antes, porém, quero comentar o caso do cartunista Laerte, e a polêmica do uso do banheiro feminino.
Vi alguns comentários bastante ignorantes a respeito do assunto, como por exemplo a possibilidade de "ter sido visto mijando". Alguém que diz uma coisa dessas ou é muito mal informado, ou está de má fé mesmo.

Ocorre que banheiros femininos não tem mictórios abertos.

Os banheiros femininos invariavelmente tem cubículos fechados com portas que se trancam por dentro. Mulheres não fazem as suas necessidades, sejam quais forem, na frente das outras mulheres, é tudo extremamente privado.

E a pergunta que também surge é:  se ele tivesse entrado no banheiro masculino, como ele teria sido tratado lá??

Deixo que meus leitores reflitam sobre isso.

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A Liga (HD) - T2 #031 - Transsexualidade - 18/10/11




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É longo mas é muito informativo, vale a pena assistir.

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Pronunciamento do Presidente da LiHS - Liga Humanista Secular

 [por Eli Vieira]

Estamos preocupados com o nível crescente de intolerância manifestada por ateus no facebook. Numa página com dezenas de milhares de curtidores (pessoas que apertaram um botão), lemos:

"A religião, como sempre, dilacerando famílias"

Será mesmo? Religião se reduz a cristianismo? Cristianismo se reduz a fundamentalismo? Todo cristão segue cegamente e literalmente o que está escrito na Bíblia, sobre Jesus vir para voltar um contra o outro em famílias?

Não parece justo tratar todos os religiosos dessa forma (que, queiramos ou não, se identificam pessoalmente com suas crenças - da mesma forma que a maioria dos ateus, admitindo ou não).

Pedimos encarecidamente aos ateus, mesmo os não humanistas, para usarem o método da vovó: diriam o que estão dizendo no Facebook à sua provável vovó religiosa? Não "dilacera famílias" este comportamento?

Certa vez, um leitor reclamou no Bule Voador que, quando o blog aceitou dois editores cristãos, estava tomando um caminho sem volta. É verdade: tomamos um caminho sem volta pela tolerância, pelo secularismo como uma convivência de crenças (sendo o ateísmo uma delas, queiram ou não).

Questões racionalistas sobre a existência de entidades inefáveis são temas legítimos de debate, mas para quem adotou o debate racional como valor em sua vida, o que não é obrigatório. Aliás, tentar forçar alguém a adotar o racionalismo é a atitude que mais vai na contramão dele mesmo.

Espero que no "dia do orgulho ateu" alguns ateus tenham mais motivos para orgulho do que para vergonha ao ver como se comporta a comunidade ateísta. Como alguém que debate exaustivamente o tema na internet desde ignotas eras pré-orkut, não sei mais se ser ateu é motivo de orgulho para mim.

P.S.: Apoiamos e até possivelmente financiaremos o dia do orgulho ateu. Mas por que 12 de fevereiro, nascimento de Darwin, se Darwin jamais foi ateu? É por causa da teoria da evolução que derrubou mais uma vez o argumento criaconista? Então por que não 1º de julho, data da publicação do artigo conjunto de Darwin e Wallace na Royal Society em 1858?

Sinceramente,
E.V.

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Guest post - Carta aberta à ATEA

[por Brega Presley]

Sou, e é melhor deixar isso claro de início, ateu. Também que fique claro, o que será opinado aqui não deve ser visto como uma “demonização” da ATEA. Entendo que basta de maniqueismos e extremismos, e não faria sentido algum a crítica se ela fosse feita usando dos mesmos recursos que se questiona em outros modelos de cosmovisão. A ATEA tem feito coisas interessantes. E tem errado ao mesmo tempo. Não cabe a mim enaltecer os acertos aqui, mas apontar erros que tem passado desapercebidos e que precisam ser levados, no meu entender, a sério.

Então vamos lá:

Tenho observado com enorme preocupação as repetidas tentativas de grupos de ateus atrelarem o ateísmo a figuras publicas e conhecidas. Desde o Sr. Daniel Sottomaior (única voz que parece existir dentro da ATEA para fins de comunicação, o que não corresponde a realidade, mas arrisca-se a moldar uma imagem por demais personalizada da entidade), seja em ações de caracter duvidoso, como a recente imagem de uma atriz Hollywoodiana agindo em prol de crianças na Africa, ou mesmo a realmente ruim escolha de um dia de protestos para o dia do nascimento de Darwin (12 de fevereiro).

É uma tática de popularização do ateismo ruim. Cria um tipo de reverência a personalidades e sua condição ateísta, tornando , no caso da atriz, por exemplo, o fato de ela ser ateia mais relevante do que suas ações. No caso do cientista, como levantado por outras pessoas, o que Darwin fez de relevante não foi ter nascido, mas estudado e publicado “A Origem das Espécies”. Do mesmo modo, quando se defende um “Newtal” (natal no dia do nascimento de Newton, por sinal dia 25 de dezembro), estamos comprando a ideia de um ateísmo pequeno, menor, que precisa se notabilizar ancorado no carisma de algumas pessoas, e não por ideias defendidas, ou mesmo pela simples laicidade garantida por lei, e que não privilegia o ateísmo, mas a tolerância.

Como podemos falar de igualdade quando vemos outdoors tão maniqueístas como os piores apresentadores de programas “espreme e sai sangue”? Se a mensagem é “Crença não define caráter” é paradoxal que exemplos positivos e negativos sejam dados atribuindo a ateus o papel de bons e antagonizando-os com religiosos “malvados”. Melhor seria um ateu sacana ao lado de um religioso sacana, ou um ateu “do bem” ao lado de um equivalente religioso. Isso nos dá uma cara diferente, tolerante, explica o argumento ao invés de se fazer polêmica para gerar um debate de péssima qualidade.

Assim, peço, ou que deixem claro que representam ateus, mas não OS ATEUS em sua totalidade, ou que, no mínimo, tragam maior reflexão a discussão.

Não pertenço a nenhuma associação de ateísmo, e certamente não a ATEA, mas creio que nada custa ouvir outras vozes. Melhor um ateísmo feito por poucas pessoas, porém sensato, do que um com muitas pessoas e que arrisque-se a cometer o mesmo tipo de erros que algumas religiões cometeram no passado. O estado é laico, não ateu. Laicismo significa tolerancia. É possivel, sim, se lutar em prol dos proprios direitos sem nos impormos aos direitos dos demais.

Pensadores-livres são aqueles que, entre outras coisas, podem agir sem as amarras de preconceitos.

Se erros forem cometidos, que sejam novos, e não os mesmos de sempre. Gente para errar como sempre já nos basta no mundo, pois não?

Grato pela sua atenção, e por tomarem providências para fazerem do ateísmo algo maior e melhor, algo que certamente serão capazes se assim desejarem. 
 
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Roberto Cavalcanti acusa: Ateus são "gente abominável"

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No dia 9 de junho de 2009 aquele blogueiro fez a seguinte postagem:
Começa assim:


 "Ultimamente nosso Brasil vive de respirar más notícias. Os anos de chumbo não foram aqueles da época da ditadura. Os anos de chumbo são esses de agora: anos de completa inversão dos valores, anos governados não por gente bem intencionada, mas por bandidos disfarçados. Nessa nova era, governada por estes bandidos, nossas liberdades cada vez mais se definham, ameaçadas pela pressão política de grupos de gente abominável, como ativistas ateus e homossexuais. Ambos têm em comum a bandeira política do egoísmo, seja demandando pseudo-direitos à guisa de suas práticas sexuais ou de sua descrença religiosa."


Como podem ver, a aparente intenção dele sempre foi a de atingir o movimento ateista como um todo, acreditando que atingindo a minha pessoa ele conseguiria o seu intento.

MAS, houve uma circunstância que mostra que isso não é totalmente verdade, que existe na realidade uma antipatia pessoal dele por mim, e que tem origem em circunstâncias das mais fúteis. Essa necessidade de me atingir de forma pessoal diz muito a respeito da personalidade daquele blogueiro. Muito antes de eu fazer parte da UNA ele já havia me acusado em uma comunidade do Orkut por causa da reportagem na Veja. Na época eu respondi, esclarecendo a questão na dita comunidade da mesma forma que fiz há algum tempo aqui no meu blog.

O que fez esse blogueiro tão "ético"? Ignorou solenemente o meu esclarecimento e disse que só o levaria em consideração se eu processasse a revista por ter publicado a informação errônea (sic!). Só que a reportagem foi em 2002 e já haviam se passado pelo menos cinco ou seis anos desde então. E ele conseguiu transformar uma declaração inócua em uma tentativa deliberada de enganar, de "ludibriar", como se não houvesse muita gente que está nessa mesma situação (embora não fosse o meu caso, como já expliquei) justamente devido ao preconceito da sociedade. Nas próprias palavras dele:

"Querem, sob a bandeira do ateísmo, granjear poder político para que a população católica e cristã tenha subtraídos os seus direitos de manifestarem seu repúdio ao ateísmo e, com isso, tolher qualquer ação proselitista. Querem cadeiras nas casas legislativas do país para impor leis ímpias sobre a população cristã, não obstante o descontentamento da população, que já declarou em massa não votar em políticos ateus, ou seja, depois da ditadura gay que se avizinha, ainda vem por aí a ditadura ateísta."

Ele se contradiz, na verdade. Quem, nas circunstâncias que ele descreve, não se fingiria de religioso por uma questão de sobrevivência? Frisando mais uma vez que não foi isso que eu fiz!

O interesse desse blogueiro não é nem nunca foi a verdade. O interesse dele é usar qualquer informação de forma distorcida para atingir os seus objetivos, que é tentar atingir TODOS os ateus.

Observem nessa postagem:
"Como se observa na parte em destaque, Asa Heuser e seu marido enganaram todo mundo. Enganaram a si mesmos, enganaram a comunidade luterana e enganaram seus filhos. Enganaram a si mesmos pois eram ateus e simularam-se luteranos simplesmente para não perderem clientela! Enganaram a comunidade luterana simulando uma fé que não nutriam. E enganaram seus próprios filhos batizando-os na fé luterana, única atitude louvável, aliás, pois um dia seus filhos podem cair em si e, com o batismo, ser salvos da loucura do ateísmo. Esta, enfim, é a ética ateísta: enganar todo mundo a qualquer custo, e Asa Heuser não perdeu essa oportunidade."

Na postagem abaixo ele aproveita a noticia de uma pesquisa e divulga o seu veneno mais uma vez:

http://roberto-cavalcanti.blogspot.com/2011/12/religiosos-nao-confiam-em-ateus-afirma.html#links
"(*) Como confiar em ateus, se, por exemplo, essas pessoas emprestam apoio incondicional a líderes envolvidos até o pescoço com pedófilos, como é o caso de Asa Heuser, que encontrou solidariedade entre ateus, não obstante o envolvimento com Haroldo Galves, que acabou preso e condenado por pedofilia? Como confiar em ateus, se a mesma Asa Heuser, líder de movimento ateu, afirmou ter ludibriado a igreja luterana simplesmente para que seu marido não perdesse clientela? Como confiar em ateus, se uma fração desproporcional de pessoas "sem-religião", entre as quais os ateus se inserem, está na cadeia? É tarefa assaz custosa confiar em ateus. Motivos não faltam..."

Em dezembro de 2011 fiz um comentário em uma comunidade de Orkut. Imediatamente ele printou e fez outra postagem em seu blog.

http://roberto-cavalcanti.blogspot.com/2011/12/ativista-ateista-volta-defender.html#links

 "Que moral tem o movimento ateu para criticar Bento XVI se seus líderes exibem-se em público defendendo criminosos?"
Ignorando, é claro, o fato de que eu não defendi alguém que considerasse um criminoso, defendi alguém por achar que é inocente. (Sim, sei que ele foi condenado por possuir material proibido no seu computador, mas já esclareci tudo isso em postagens anteriores).
Enfim, ele me monitora 24/7.
Que fixação! 

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Ateus e grupos LGBT do Brasil, vão deixar que ele continue?

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sábado, 21 de janeiro de 2012

A História de Haroldo Galves - O lado DELE [4]

CRONOLOGIA DOS FATOS COMO REALMENTE ACONTECERAM.

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Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."





[ Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."]

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1Desde 2006 participo da LdE (Liberdade de Expressão, comunidade no Orkut). Meros 6 meses depois em que participava lá com discussões saudáveis e inteligentes, a comunidade foi invadida por 'personagens criadas por pessoas carentes de atenção, do tipo Netzistas (nazistas de Internet)' pregando ódio racial, anti-semitismo, homofobia e ódio a ateus. Assumi a moderação da comunidade porque pedi ao dono que tomasse alguma providência e ele não tendo tempo, passou-me a moderação e depois passou-me a comunidade que prometi, e cumpri, limpá-la de todo tipo de lixo que se esconde covardemente atrás do anonimato. Nisso, fakes de atuais e, principalmente de um atual solitário difamador de ateus e homossexuais e que se fez inimigo pessoal meu e da Åsa, para não falar de vários de seus ex-aliados (não digo amigos porque acho que ele nunca teve amigos). Os ataques de todo tipo continuaram e, com a identificação de meu nome completo por uma pessoa com quem trocava mensagens e fez mau uso da minha confiança, meu endereço e telefone também foram descobertos e eu e principalmente minha mãe, passamos a receber agressões, minha mãe até mesmo obscenas e ameaças. Tive que mudar meu número de telefone.

2Nesta época Åsa, que já participava da comunidade e defendia aberta e corajosamente ateus e homossexuais de crimes de injúria e da pregação de ódio contra estes e outras minorias, também se tornou alvo dos ataques de tais covardes. Tive muitos moderadores, mas acabei ficando durante um certo tempo somente com a Åsa porque foi a única moderadora em que pude confiar.

3 - Aproximadamente na segunda metade de maio de 2009 (lembro que tive meu computador apreendido em 4 de junho de 2009), uma pessoa com avatar e nick femininos se ofereceu como amiga ao meu antigo e extinto perfil de dono da comunidade e, em uma comunidade, não na LdE, mas numa que eu visitava com freqüência, Anti Politicamente Correto ou uma de Direito, não me recordo, comentou comigo numa tópico que queria me ajudar a denunciar "esses homens santos, homofóbicos, etc." (algo nesses termos) e me indicou que conhecia um arquivo com uma conversa gravada no MSN entre um adulto e uma menor de idade que poderia ser identificado mas não tinha o arquivo, havia sabido dele e que poderia ser encontrado no Limewire e num outro programa de compartilhamento de arquivos, não me lembro qual. Como recentemente eu havia colocado uma restrição à exposição de imagens de crianças nos avatares dos membros da LdE depois que vi mais de um avatar de um desses mesmos homofóbicos e racistas usando uma imagem de uma criança menor de 3 anos de costas numa praia e nua (tipo propaganda de loção de proteção solar), e usando linguagem racista, violenta e fazendo apologia de violência, proibi o uso de avatares com crianças nas fotos, como também tinha proibido a exibição de fotos de álbuns para humilhar, expor ou insultar os desafetos. Como recentemente havia proibido o uso de fotos de crianças nos avatares e feito um comentário na própria LdE de que achava que "pedófilos deveriam ser enforcados pelo saco" me reportando a casos de abuso de crianças alguns casos até com assassinato da vítima, não estranhei essa denúncia. Baixei o Limewire mas não soube configurar direito e o achei muito ruim e perguntei se precisava ser o Limewire ou outro servia. A pessoa, um fake, disse que tanto fazia. Como tinha o E-Mule, usei esse para procurar tal arquivo que poderia identificar dados sobre um predador sexual. Não tendo nenhuma informação específica sobre o arquivo, nenhuma palavra-chave, baixei lotes de arquivos todos ao mesmo tempo usando palavras-chave que aludiam à idade de crianças e a termos como "webcam". A maioria dos arquivos vieram dentro de arquivos compactados, .rar, ou .zip, cujo conteúdo só é conhecido depois que você termina os downloads e os abre. Ao escolher as palavras chaves apareceram centenas de arquivos, selecionei todos, cliquei uma única vez em "iniciar download" e o resto o software fez sozinho. Claro que não fiquei "baixando arquivo por arquivo, olhando para a tela". Apenas dei prosseguimento a outras coisas e em algumas horas quase todos os downloads haviam terminado. Eles foram colocados automaticamente numa pasta que eu deixava na área de trabalho chamada "downloads", pasta alvo para arquivos que eu baixava do E-Mule. Fiquei ainda alguns dias sem mexer em nada, nos últimos dias de maio abri alguns dos arquivos, ignorei os que não davam pistas alguma sobre o arquivo mencionado pela pessoa e acabei descobrindo não um, mas DOIS arquivos de gravação de conversa pelo MSN entre uma adulto (presumivelmente, já que não havia foto verdadeira) e uma menina entre 11 e 13 anos. Essa menina no começo de cada um dos arquivos que eram trechos parciais das conversas, já estava no processo de se despir diante da webcam. Era incitada pela pessoa do outro lado. A imagem era bem fechada de modo a não mostrar a maior parte da conversa escrita. Mas o hotmail da menina era visível apesar da baixa definição e embora eu não me recorde do nome inteiro, posso dizer que começava com [conteúdo sigiloso]. O do aliciador eu só consegui ver depois de muitas tentativas e me lembro que começava ou continha a palavra [conteúdo sigiloso].


Dois fatos importantes:


1-eu decidi baixar os arquivos somente depois que ao consultar o Google sobre a licitude de tal procedimento, fui convencido pelos resultados que encontrei, de que não era crime possuir arquivos com pornografia com menores de 18 anos no computador, apenas possuir e que, porém, uma proposta de lei estava sendo enviada ao Senado para tornar a simples posse também um crime. Como o Google faz uma pesquisa default em que TODAS AS DATAS são puxadas e eu não tive, como ainda não tenho o hábito de, verificar a data do noticiário sobre o fato de "a lei estar ainda para ser votada pelo Senado", resolvi baixar e prosseguir com a investigação (só soube que a lei já havia sido aprovada uns 7 meses antes quando o delegado comentou que eu tivera "azar pois até o final do ano passado isso não era crime”, e só pude pesquisar e entender o porque de meu equívoco ao pesquisar no Google, evidentemente DEPOIS que saí do centro de detenção). Já tinha anteriormente identificado potenciais predadores sexuais usando Engenharia Social, e mantive em meu computador que, NÃO TEVE UMA PERÍCIA FEITA A PEDIDO DE MEU ADVOGADO E EM MINHA PRESENÇA (FIQUEI PRESO DURANTE TODO O TEMPO SEM COMUNICAÇÃO COM O MUNDO EXTERIOR) porque o "meu" advogado, só se tornou "meu advogado" umas duas semanas ou menos antes da data da audiência e JÁ HAVIA VENCIDO O PRAZO PARA PEDIR A PERÍCIA DA DEFESA, só a perícia da promotoria havia sido feita, que obviamente só procurou o que lhe convinha.

TIVESSE SIDO FEITA UMA PERÍCIA COM MINHA PRESENÇA E INSTRUÇÕES, SE ENCONTRARIAM BLOCOS DE NOTAS COM ANOTAÇÕES DE TELEFONES DE POTENCIAIS E PROVÁVEIS ALICIADORES DE CRIANÇAS (PEDÓFILOS, PARA OS QUE NÃO CONHECEM O EMPREGO LEGÍTIMO DA PALAVRA E SUAS RESTRIÇÕES), TELEFONES CELULARES, CASEIROS E NUM CASO, O ENDEREÇO COMPLETO, EM SÃO PAULO, COM NOME DA PESSOA, TELEFONE RESIDENCIAL, COMERCIAL E CELULAR.

[Nota importante: Fiquei no escuro, sem comunicação telefônica, sem advogado constituído e sem acesso a qualquer meio de comunicação interativo e, é claro, sem acesso à Internet durante os 149 dias em que estive detido à espera da audiência com o juiz. Enquanto eu me encontrava detido e impotente,  inimigos pessoais já mencionados, praticamente quase tudo feito por apenas UM, tiveram tempo e liberdade para criar uma rede de difamação e calúnia pelas redes sociais e pelo Youtube graças ao incidente de tal fato, minha detenção com tal material, sem nenhuma legítima relevância jornalística, exceto para um programinha de TV que atende às classes D e E e é um espaço alugado para conseguir anunciantes e portanto vive do sensacionalismo, de gritaria, de histeria (falsa e calculada), de suposições infundadas (legendas com o texto: “maníaco da Internet”, “a polícia suspeita estar atrás de uma rede internacional de pedofilia”, factóide e não corroborado por informações reais do que a polícia realmente investigava, “o medo dos vizinhos é que Haroldo pode ter abusado de crianças da vizinhança”,  calunioso e sem a menor base em fatos, mas segura a audiência, “a polícia procura vítimas do maníaco da Internet”, multiplamente falso, especulativo, difamatório e com a única intenção de segurar e aumentar a audiência, etc.). De resto, não fosse o desespero dos produtores de um programa classe Z órfãos de ataques de Pitbull que precisam segurar a audiência entre um e outro motoboy acidentado visto por helicóptero como se fosse um novo 9/11 para pobres de espírito e pessoas sem noção de relevância jornalística, ninguém sequer saberia desses fatos e não teriam adquirido, na Net, a aparente importância que adquiriu. Lamento que entre os manipulados se encontram algumas poucas pessoas de inteligência e caráter superior, mas que se renderam à fraqueza diante de uma construção desinformativa que nestes artigos, eu desconstruo tijolo por tijolo, byte por byte.]

2 - na delegacia, quando além de admitir (não confessar, com a conotação de "estar arrependido de ter cometido um crime) que eu realmente era o autor dos downloads, que ninguém me auxiliara ou me forçara e que os havia feito pelos motivos que descrevi acima, tinha esperança de provar ter agido de boa-fé e de mostrar a localização dos endereços e telefones dos suspeitos que eu mesmo investigara à polícia e conseguir me defender em liberdade e com pleno acesso ao meu computador. Muita ingenuidade de minha parte. Fizeram o que é típico de policia descerebrada: fizeram promessas de me ajudar se "eu passasse nomes de comparsas" ao que eu reagi com indignação e repeti o que já havia dito e pedi para poder mostrar as provas que tinha em meu computador, pedido que foi, é claro, sumariamente negado.

Desde então nunca mais vi ou toquei naquele computador, só a perícia da acusação, mas não meu advogado munido de instruções e vontade de encontrar fatos que abonariam minhas palavras. As tais pessoas que eu identificara e que só não denunciara ainda por serem casos sem comprovação efetiva (não haviam realmente abusado de alguma criança e eu temia que, ao ter tentado identificá-los, pudesse eu  ter cometido um crime também, por isso não comunicara nada, ironicamente algo que me foi cobrado pelo juiz no dia da audiência! [“Porque o senhor não comunicou à polícia o que encontrara?”]).


4 - Fui levado à carceragem poucas horas depois de ter chegado lá e preenchido o B.O.
Quando fui transferido para outro setor para ser fotografado, vi um cameraman à distância apontando em minha direção. Lembrei a ameaça de um dos policiais de que "ligaria para o datena"  mas não acreditei que o fato fosse digno de repercussão, mesmo num programinha fuleiro e de baixo nível como aquele, olhei para trás a procura do alvo da lente da câmera, mas descobri que a câmera estava lá para mim mesmo. Em nenhum momento fui entrevistado, não havia repórter, só uma câmera para criara material de consumo para o programa do datena. Só soube do grau de difamação sofrido por mim e os danos causados à minha mãe quando, preso, outros presos me disseram que me haviam visto no datena e que o "Magno Malta havia me chamado de maníaco", e outras coisas e "acabado comigo", algo que nunca comprovei. Mas sei hoje que minha imagem foi utilizada com a legenda ou as palavras faladas  "Polícia procura vítimas do maníaco da Internet". Sei que foi sugerido, como se houvesse alguma suspeita, algo que nunca houve, em menos de 3 horas depois que eu fui preso! de que eu seria parte de "uma organização internacional de pedofilia" e de que poderia "ter abusado sexualmente de crianças da vizinhança"!

Esclarecendo, tão friamente quanto consigo e preciso me manter para ser sucinto e objetivo (embora minha revolta e mágoa me façam querer extravasar tudo o que eu penso e consertar todas as injustiças), afirmo sujeitando-me às penas da lei e a quaisquer meios, legais, jornalísticos ou de outro tipo que neguem minhas afirmações e a quaisquer conseqüências legais a que estiver sujeito se estiver mentindo que:





1-Nunca tive qualquer envolvimento emocional, romântico, sentimental e menos ainda, sexual com qualquer pessoa menor de 18 anos desde que EU PASSEI a ser maior de 18 anos;

2-Não sofro de nenhuma parafilia, mais precisamente, da denominada 'pedofilia' que é descrita como "excitação sexual por pessoas menores que 14 anos que excluem características anatômicas sexualmente secundárias", ou seja, corpos de crianças. Não tenho interesse sexual por crianças e nem sinto excitação sexual por crianças e desafio qualquer teste psicológico ou psiquátrico a provar o contrário;

3-Afirmei a verdade ao dizer
a) que baixei os arquivos por sugestão (mas não forçado) de um ou uma 'denunciante' que fez uma denúncia numa comunidade do Orkut e através de uma mensagem pessoal;
b) encontrei tais arquivos, tentei identificar o criminoso, sem sucesso, contudo e
c) não procede nenhuma acusação de que teria baixado tal material
    c1-sabendo tratar-se de crime na época e
    c2- com intuito de "me deleitar com imagens de crianças e adolescentes, semi-nuas, 
          nuas ou praticando sexo com adultos e pior ainda, sendo forçadas.


Aqui, eu deixo um espaço em branco, por razões de economia e objetividade e por não ser o objetivo deste depoimento neste blog e não cito as inúmeras violações de meus direitos constitucionais, violências físicas e morais a que fui submetido, muito além mesmo da 'gravidade' do crime de que fui acusado, se fosse legitimo que presos em aguardo de julgamento fossem tratados com brutalidade arbitrária por funcionários do Estado e por outros presos, muitos deles assassinos que deixaram crianças órfãs ou que venderam e vendem drogas a crianças  e as levam a se prostituir, não menciono os danos físicos (um deles pelo menos, provavelmente, permanente), traumas psicológicos e sofrimento que não pode ser traduzido adequadamente  em palavras e nem imaginado, além de uma longa história de ostracismo, discriminação e atos de ódio dirigidos contra mim e que resultaram em danos à saúde de minha mãe, principalmente em virtude de reportagens espúrias e mentirosas veiculadas no calor do momento, sugerindo falsidades que moldaram a imagem que pessoas que pouco me conhecem, passaram a ter de mim. Isso fica para o futuro próximo e outros veículos de divulgação.

Descrevo agora a farsa, a montagem feita por inimigos pessoais meus e de dona Åsa, as distorções de fatos e citações de fatos sem comprovação factual que foram e estão sendo usados para atingir-me por motivos pessoais e à Dona Åsa Heuser, tanto por motivos pessoais como para atingi-la por defender as causas LGBT, feministas e para atingir as causas abraçadas pelo Movimento Ateísta.

5 -  Determinada pessoa e seus avatares distribuídos na Internet e poucas outras pessoas, citam sempre o número absurdo de 65 MIL FOTOS ou ARQUIVOS (eles nunca sabem precisar se falam de fotos ou de arquivos que incluem vídeos) que teriam sido encontrados no meu computador. Não vou deixar que isso passe em branco.

Meu computador apreendido, um Positivo, tinha um HD de 80GB dos quais 74GB são utilizáveis. Destes 74GB, aproximadamente 95% estavam ocupados por todo tipo de arquivo, fotos pessoais e familiares, músicas, filmes, programas e outras coisas. Sou um usuário excessivo da memória do computador e  de seu 'storage space'. Quando iniciei os downloads do material meu computador não contava com mais do que 3 ou 4GB de espaço(embora eu possa estar enganado, não sei a quantidade precisa, mas estou certo de que não possuía mais do que 10GB de espaço livre para colocar qualquer coisa. Poucos dias antes, ao baixar filmes, vinha constantemente o aviso de que não havia espaço suficiente no disco rígido. Meu computador atual possui 650GB de espaço, eu o tenho a mais ou menos 1 ano e quase 100% dos discos rígidos estão ocupados e CONTUDO, contei 46 MIL arquivos totais.

Quando um dos técnicos (que não é funcionário da Assistência Técnica para onde mandei meu computador que ficou lá o dia inteiro sem minha preocupação, pois o mandei para lá antes das 10 da manhã e só voltei às 17h20m) depôs em juízo, se mostrava nervoso e o juiz lhe fez perguntas que o deixaram ainda mais desorientado. Perguntou-lhe se havia fotos de pornografia adulta no lote. Ele respondeu que sim. O juiz então pediu que avaliasse quantas e ele disse "não tenho certeza" e com a persistência do juiz ele se saiu com "umas 15 ou 16". Em seguida o juiz lhe perguntou quantos arquivos (fotos ou vídeos, não me lembro a palavra usada) havia no computador, o técnico cujo nome, local de trabalho e residência conheço, não se mostrou ainda mais nervoso e cheio de chiliques nervosos e acabou dizendo "uns 60 mil" (o mesmo número aludido no programa do datena), ao que o juiz prosseguiu: "Você não tem certeza se são 15 ou 16 arquivos com imagens de adultos mas sabe dizer que são 60 mil arquivos no total? Como contou?" A resposta mais nervosa ainda, "A gente vai no log" ou algum termo assim. Bom, para resumir, do mesmo modo que minhas palavras: "Estou investigando e denunciando grupos e pessoas neo-nazistas, homofóbicos e racistas a mais ou menos 1 ANO E MEIO NO ORKUT, acabou, na mesa do juiz como sendo " o réu admitiu que baixava material pornográfico infantil a mais ou menos 1 ANO E MEIO", distorcendo completamente o que eu havia dito, certamente as palavras do técnico, que ou agiu de boa-fé ou da outra maneira alternativa e sob a orientação da promotora, se referiu ao NÚMERO TOTAL DE TODO TIPO DE ARQUIVO QUE EU TINHA NO COMPUTADOR e NÃO apenas aos de pornografia, dando a entender que haveria 65 mil arquivos SÓ de pornografia ilegal no meu computador. O absurdo salta aos olhos quando se considera que hoje, em meu HD de 500MB eu tenho meros 46.000 arquivos, ou seja, tenho menos arquivos em 6,25 vezes MAIS ESPAÇO eu tenho MENOS ARQUIVOS do que o que foi alegado que eu teria em meu computador de apenas 80GB e quase cheio até a boca quando iniciei os downloads!
É notável que o número 65 mil foi comprado rapidamente pelo datena e sua equipe sensacionalista que jamais conseguiria manter uma audiência alta e vencer a concorrência e perderia dinheiro do lucro dos anunciantes se revelasse o número pequeno de arquivos:

-O réu NÃO admitiu ter contatos de troca de arquivos com 'outros' pedófilos,
- declarou que deveria possuir mais ou menos apenas entre 200 e 1000 arquivos ao todo, inclusive arquivos de vídeo, que exigiriam muito mais espaço livre de HD e que nos arquivos do computador do réu

- NÃO FORAM ENCONTRADAS QUAISQUER PROVAS DE ELE MANTER CONTATOS AMISTOSOS COM PORNÓGRAFOS,

-NÃO FORAM ENCONTRADAS FOTOS PESSOAIS DELE COM CRIANÇAS,

-NÃO FORAM ENCONTRADAS CONVERSAS DELE COM CRIANÇAS -MESMO CONVERSAS INOCENTES- e

 -NÃO HÁ NENHUM VESTÍGIO OU SUSPEITA POR PARTE DA POLÍCIA DE O RÉU, QUE NEM DE LONGE POSSUI UM LOTE TÃO GRANDE DE ARQUIVOS PORNOGRÁFICOS NO SEU COMPUTADOR,

-NÃO HÁ NENHUM VESTÍGIO OU SUSPEITA DE ELE FAZER PARTE DE ALGUM GRUPO DE PORNÓGRAFOS

-OU DE TER VÍTIMAS ENTRE SEUS PARENTES OU VIZINHOS.


Mas é claro que a audiência do programinha marrom cairia, pessoas mudariam de canal.
Isso é o que eu tenho a dizer, por enquanto, sobre o mito, a mentira deslavada e usada manipuladamente para impressionar com números extravagantes, a opinião pública e criar um clima de ódio e nojo por este que aqui escreve.

Prints anexos mostrando o absurdo da existência de tal número de arquivos de fotos E VÍDEOS em tão pouco espaço num HD já quase totalmente ocupado ACRESCENTADO AOS ARQUIVOS NÃO ILEGAIS JÁ LÁ PRESENTES! estão disponíveis abaixo para que as próprias pessoas inteligentes, céticas e com senso de lógica e de justiça, formem a própria opinião.








Muito mais tenho a dizer, mas segundo um acordo informal por escrito com a Sra. Åsa Heuser, pessoa de um caráter tão firme e corajoso que jamais conheci tanto neste ambiente virtual quanto no Mundo Real, o mundo onde ativistas homofóbicos e anti-ateus não passam de pequenos homenzinhos covardes e patéticos (e não os Avatares que criam usando a arte do Ilusionismo Internético), fui tão sucinto e objetivo quanto consegui ser neste relato inicial. O acréscimo de detalhes e de links com prints aumentará a credibilidade do que escrevi aqui, e serão feitos posteriormente, mas por outro lado, segundo o conselho bem a calhar de Dona Åsa, o excesso de informações e discursos de indignação neste primeiro momento (contendo acusações com procedência e armadas de provas contra o tratamento que tanto eu, quanto tantos outras vítimas do sistema de trituração psicológica da polícia e judiciário brasileiro, infame entre órgãos internacionais que fiscalizam o cumprimento de normas internacionais de tratamento de pessoas sob a custódia da polícia e da justiça e da garantia da preservação de seus direitos fundamentais), poderia comprometer a leitura e compreensão dos fatos mais relevantes.  

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[Esta postagem conclui a parte principal da história de Haroldo Galves, mas poderá, e provavelmente haverá, acréscimos posteriores para esclarecer mais detalhes]


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Protect IP Act Breaks the Internet [legendado]

 Se isso passar, a internet nem valerá mais a pena.

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sábado, 14 de janeiro de 2012

A História de Haroldo Galves - O lado DELE [3]

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Para quem está chegando agora, sugiro que leia as postagens anteriores para entender toda a história: 

-  A História de Haroldo Galves - O meu lado
           - Porque sou alvo de tanto ódio
- A História de Haroldo Galves - O lado DELE [1]
- A História de Haroldo Galves - O lado DELE [2]
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Com a palavra, Haroldo Galves:

Antes quero agradecer à Sra. Åsa Heuser, pessoa que ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas pelo quê aguardo com ansiedade e alegre expectativa.


INTRODUÇÃO


Meu nome é Haroldo Galves e resido em São Paulo, Capital. Sou filho único de uma senhora que já teve mais do que seu quinhão de tratamento covarde e infame proveniente de algumas e particularmente, de uma pessoa sem caráter, de índole má e cruel, sádica e de um grau de covardia difícil de conceber que só encontra paralelo nas personagens da Inquisição ou em vilões de filmes B de super heróis, mais provável.

Fui acusado, não pela Justiça, mas dentro deste Universo de R.P.G. onde pequenos homens se transformam pela magia da tecnologia da Informática e pela ilusão compartilhada e com a cumplicidade voluntária ou involuntária dos que se envolvem com essas pessoas patéticas e solitárias, de ser:

 1 - um ‘pedófilo’;

 2 - de ser ‘molestador de crianças’;

3 - de sentir excitação sexual por crianças pré-púberes;

4 - de ter baixado em meu computador material pornográfico com a intenção somente de obter ‘prazer pessoal’;

5 - de mentir ao afirmar que, ao baixar tal material, tive o mérito da intenção de denunciar um caso específico de uso do MSN com o propósito de incitar uma menor a fazer um strip tease, do qual recebi uma informação através do próprio Orkut;

6 - de ter tido em meu poder um número igual ou maior a 65 mil arquivos(fotos e vídeos)de material pornográfico cuja posse passou a ser vedada pelo E.C.A. a partir do final de 2008. Vou provar que nunca cheguei a ter nem de perto um número tão grande de arquivos e que nem caberiam em meu HD, mesmo se o quisesse;

7 - de estar plenamente consciente da proibição quando da época em que fiz tais downloads ;

8 - de ter sido condenado por um ‘crime hediondo’ (não chega nem perto de ser hediondo, –NÃO é hediondo- a pena mínima é de 1 ano de reclusão e é um dos crimes beneficiados pela nova legislação que substitui as penas para CRIMES COM PENAS PEQUENAS - portanto crimes sem o ranço infame da perversidade por parte de seu autor e é um crime SEM VÍTIMAS- por penas alternativas ou multa);

9 - de, ‘sendo’ ‘pedófilo’, devo ter tendências comportamentais perigosas e não sou uma pessoa confiável na presença de crianças (fato negado por toda minha vida, por todas as pessoas que me conhecem e me conheceram intimamente e sem nenhum precedente de qualquer tipo e, até mesmo, demonstrações de minhas preferências por mulheres adultas,  intelectualmente maduras, inteligentes e de personalidade forte e não submissas a homens e a costumes machistas) e, finalmente, last but not least


10 - de ter tido algum envolvimento pessoal com Dona Åsa Heuser, de ter sido amasiado com ela, de que nossa amizade consolidada através de militância em comum a favor dos direitos dos LGBT, entre os quais eu NÃO me encontro, sendo heterossexual, embora tendo sido difamatoriamente chamado de “militante do homossexualismo”, em defesa de vítimas de intolerância racial, religiosa, de gênero, por orientação sexual e em defesa do respeito aos ateus e pela militância em favor de um Ateísmo politizado e socialmente relevante e, em fim, de que a corajosa defesa expressa por Dona Åsa à minha pessoa logo depois de minha detenção, durante a qual, por não possuir um advogado e por ter sido preso em flagrante, ou seja, ao retirar o computador da Assistência Técnica, teria sido motivada por uma ‘perversa tendência que ateus e “homossexualistas e gayzistas[sic] têm por fetiches e perversões sexuais”. Acusação infame, covarde e sem fundamento, pois Dona Åsa apenas revelou seu ceticismo de que, dadas as circunstâncias que ela conhecia, dados meus precedentes na moderação da comunidade Liberdade de Expressão, de minha militância ardorosa contra movimentos e ações que eu considero injustas e liberticidas e pelos claros absurdos divulgados no programa do datena, a propósito, o único programa de televisão ou veículo de transmissão eletrônica, que transformou uma apreensão costumeira de material ilegal num computador num Evento de sensacionalismo barato que caracteriza aquele tipo de programa, dificilmente as afirmações de que eu teria abusado de uma sobrinha (sou filho único e não sou casado, logo, nunca tive sobrinhas ou sobrinhos) e de vizinhos e de ser um possível membro de uma imaginária Maltiana “Rede Internacional de Pedofilia” (só não rio porque para mim e minha família, tudo isso é trágico), dificilmente  seriam verdadeiras. E de fato, não são.

Antes mesmo de expor numericamente e de forma organizada e cronológica o que se passou, vou fazer esta declaração que peço que copiem, guardem, critiquem se quiserem, duvidem se puderem, façam o que quiserem, mas não ignorem como faz o Verdugo que usa uma máscara negra para que sua vítima não o reconheça quando se encontrarem no Inferno. Os que quiserem me atacar com acusações, ironia, que quiserem expor suas dúvidas e fazer ressalvas, que o façam corajosamente, imitando o comportamento de Dona Åsa Heuser, não o façam como puritanos pseudo-moralistas covardes que se ocultam atrás de perfis falsos, que brincam de R.P.G. na arena da Internet sem medir conseqüências para suas vítimas, que não são meros personagens eletrônicos de um jogo de computador, mas pessoas reais que vivem fora da Internet, no Mundo Real. Sem medir conseqüências para si-mesmos.

Receberei qualquer pergunta, crítica, insulto, apoio, agradecimento ou observação desde que feitas sem o emprego covarde do anonimato. Não faltam covardes jogando um R.P.G. que está acima da capacidade deles de sofrer as conseqüências de seus atos virtuais, no Mundo Real. Ateus não precisam se ocultar, não têm o que temer.

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MINHA DECLARAÇÃO.

Não sou pedófilo em nenhum sentido, mesmo o mais ambíguo, da palavra.



Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."

E-mail do advogado deixando bem claro o teor da acusação.
Repetindo - Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."


EU, HAROLDO GALVES Não sinto atração sexual nem me excito com corpos de crianças. Nunca senti e estou certo que nunca sentirei. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca toquei maliciosamente numa criança. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca sequer fantasiei sexo com crianças, tanto quanto nunca fantasiei  sexo com animais, com homens ou com cadáveres ou mesmo fantasias de estupro [e sem dúvida, sexo com crianças para mim seria o equivalente a um estupro].


EU, HAROLDO GALVES DECLARO QUE Não existe uma única pessoa no mundo inteiro, e eu desafio toda e qualquer pessoa viva a provar o contrário, que possa afirmar e provar que eu jamais tive qualquer contato malicioso de natureza sexual com crianças, de que fiz jamais qualquer tentativa de me aproximar de uma criança com intento sexual. De que uma única vez disse qualquer coisa a uma criança que pudesse ser interpretada como obscena, provocativa (no sentido sexual) ou no sentido de explorar a sexualidade de uma criança. Desafio qualquer um a apresentar provas ou demonstrar que algum dia eu tive alguma criança vizinha dentro de minha casa não acompanhada de pais ou de adultos responsáveis e de que ocorreu algo que pusesse minha reputação como homem sexualmente maduro e saudável em dúvida. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca solicitei, nunca transmiti, nunca comprei, nunca vendi, nunca troquei, nunca produzi nem participei na participação de material pornográfico ilegal, nunca procurei com intenção propriamente sexual (faço a ressalva aqui porque quero lembrá-lo de que, para encontrar material que me foi sugerido no Orkut e por e-mail, de fato, fiz downloads ilegais), material pornográfico ilegal. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca cometi um ato de estupro e nem sequer tentativa de estupro. Nunca bati numa mulher ou numa criança. Nunca maltratei um animal (um assunto em relação ao qual sou muito sensível e não tolero de modo algum violência contra animais, assim como contra crianças, deficientes e pessoas idosas). Nunca fui acusado de qualquer crime sexual anteriormente a esse processo.

E finalmente, na medida em que diz a lei que “manter em computador ou outro meio eletrônico, material pornográfico com menores de 18 anos, não sendo agente policial ou uma das pessoas elencadas neste artigo como tendo autorização legal para tal”, sou realmente culpado da violação do artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. Isso não me faz culpado de “pedofilia”. O Artigo 241 e nenhum artigo do E.C.A. define as pessoas que os violam de pedófilos. Pedófilo é uma pessoa portadora de uma parafilia, assunto pra a psiquiatria e não para a justiça. Foi a porca e incompetente imprensa sensacionalista que temos, ajudada por um público com pouca educação e carente de capacidade reflexiva e de habilidades lingüísticas, que criaram essa confusão semântica que hoje favorece tanto apresentadores de programas sensacionalistas que não se regem por nenhum manual ético como também políticos homofóbicos e com antecedentes nada recomendáveis que pregam uma política que nos faria regredir 1.000 anos, caso fosse posta em prática ou se um deles fosse eleito para presidente. Não neguei ter feito os downloads aos policiais que me abordaram, ao delegado que me questionou, durante o preenchimento do B.O. e perante o juiz. Sempre afirmei a verdade, de que procurava provas que poderiam incriminar um suposto “predador sexual” que, infelizmente, parece-me, tanto a polícia quanto a justiça, por eu não ter tido a perícia feita pela minha defesa, acabaram por ignorar e é provável que esse e outros predadores sexuais que identifiquei, estejam em liberdade e agindo impunemente.






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Na próxima postagem: A cronologia dos fatos


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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A História de Haroldo Galves - O lado DELE [2]


[A partir de agora será publicada a história de Haroldo Galves, contada por ele mesmo, em várias partes.]

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HAROLDO GALVES, MINHA HISTÓRIA.  A ÚNICA E DEFINITIVA  VERDADE 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS 

“Polícia procura vítimas do Maníaco da Internet” (legendas colocadas sobre minha imagem e durante reportagem feita sobre um fato originado por um crime que tem penas menores do que estelionato e furto qualificado, um crime sem vítimas e um texto difamatório, sensacionalista, irresponsável, covarde e mentiroso).

“São imagens que Haroldo deve ter baixado da Internet. Mas a polícia suspeita também que algumas dessas imagens podem ter sido registradas por ele mesmo. São 65 mil arquivos que mostram crianças de 4 a 8 anos fazendo sexo com adultos[...]A polícia espera que a partir da divulgação dessas fotos*1 [que a partir da divulgação (!)] dessas fotos[DAS FOTOS DAS CRIANÇAS! O REPÓRTER NÃO TEM NOÇÃO DE QUE ISSO É PROIBIDO POR LEI E SERIA INACEITÁVEL? OU REALMENTE É APENAS UM RECURSO DE SENSACIONALISMO PARA SEGURAR A AUDIÊNCIA? JULGUE VOCÊ MESMO], haja denúncias que levem a possíveis vítimas e outros envolvidos. A cada informação que chega, os investigadores vão montando o quebra-cabeças*2. Eles podem estar  diante de uma Rede Internacional de Pedofilia[!]” (repórter do programa do datena)
“Ninguém, absolutamente ninguém da família desse cara foi procurado.”(J.L.Datena)*3
“60 mil fotos no computador. Isso é um absurdo, isso é uma canalhice.*4

 “Once we decide that something is true (for whatever reason), we often make up new reasons for believing it.”
[Uma vez que nós decidimos que algo é verdadeiro (por quaisquer razões), nós freqüentemente inventamos novas razões para acreditar nesse algo.] (Gary F. Marcus, professor de psicologia na Universidade de Nova York e diretor do NYU Infant Language Learning Center).

“This difference in order (between hearing, accepting, and evaluating versus hearing, evaluating, and then accepting) might initially seem trivial, but it has serious consequences. Take, for example, a case that was recently described on Ira Glass's weekly radio show This American Life. A lifelong political activist who was the leading candidate for chair of New Hampshire's Democratic Party was accused of possessing substantial amounts of child pornography.Even though his accuser, a Republican state representative, offered no proof, the accused was forced to step down, his political career essentially ruined. A two-month investigation ultimately found no evidence, but the damage was done — our legal system may be designed around the principle of "innocent until proven guilty," but our mind is not.”(Gary Marcus, psicólogo)


“Esta diferença de ordem (entre ouvir, aceitar e avaliar versus ouvir, avaliar e ENTÃO, aceitar) pode parecer inicialmente trivial, mas pode ter sérias conseqüências. Veja, por exemplo, um caso que foi descrito recentemente no show semanal de Ira Glass ‘This American Life’. Um ativista veterano que era o candidato líder para uma cadeira de deputado pelo Partido Democrata de New Hampshire foi acusado de possuir substancial quantidade de pornografia infantil. Embora seu acusador, um deputado do Partido Republicano não tenha apresentado provas, o acusado foi forçado a desistir da campanha, sua carreira política essencialmente arruinada. Uma investigação de dois meses, no final, não encontrou nenhuma prova, mas o dano já estava feito – nosso sistema legal pode ser projetado em torno do princípio de “inocente até prova em contrário”, mas nossa mente não é. (Gary F. Marcus, professor de psicologia na Universidade de Nova York e diretor do NYU Infant Language Learning Center).


*1 Fotos de crianças quanto mais em situações como essa NUNCA seriam divulgadas pela polícia. O pouco caso com a presumível baixa inteligência do público alvo do programa ou a estupidez do repórter são de estarrecer, quase tanto quanto a montagem feita com uma foto minha, uma FOTO, um still, tirada por mim mesmo 4 ANOS ANTES, olhando e sorrindo para a tela enquanto conversava com uma amiga de uns 35 anos, Tânia, residente em Santana, Zona Norte de São Paulo.


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Aqui está um video da notícia como saiu na época:
http://www.youtube.com/watch?v=Xnaqt_uVuRw

Se observarem bem vão ver uma foto, bem no início, rapidamente seguida de um sequência em video, que faz parecer que estou olhando e sorrindo para as imagens que aparecem logo a seguir.

Observem novamente a foto do início da reportagem:


E agora observem bem a imagem do momento em que cheguei à delgacia:


Se alguém ainda não entendeu, observem o comprimento do cabelo! As fotos são de épocas completamente diferentes!

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*2 O único quebra-cabeças de que me recordo se relacionam a murros que levei na nuca enquanto estava algemado e o pior: mal haviam se passado duas horas desde os fatos e o delegado já havia notado que se tratavam apenas de fotos baixadas do computador, os policiais foram designados para uma outra ocorrência sem relação e não havia nenhuma especulação desse tipo por parte da polícia. Apenas por parte do datena e seu programa , inclusive mostrando minha casa e expondo minha mãe e meus bens a uma onda de fúria irracional provocada pela insinuação irresponsável e covarde de que eu poderia ter tido contato físico com crianças. Minha mãe e meus animais domésticos e meus bens correram sim risco de serem atacados e destruídos numa onda de indignação provocada por insinuações feitas tanto pelo repórter quanto pelo apresentador. Ainda bem que os vizinhos que me conheciam e à minha mãe já a 3 anos e nunca me viram em nenhuma atitude suspeita ou de me aproximar de crianças ou de crianças entrando em minha casa, não deixariam isso acontecer e menos ainda seriam eles a iniciar tal ato de barbarismo provocado pela ganância. Na verdade os vizinhos ajudaram e consolaram minha mãe que, ao contrário do que um certo covarde homofóbico ainda não cansou de mencionar, FOI SIM À DELEGACIA NO DIA SEGUINTE junto com uma prima e uma amiga, para me ver, mas não deixaram que ela me visitasse e eu nem fui informado da ida dela lá pelos policiais. Minha angústia com medo de ela ter sofrido algum ataque cardíaco ou ter morrido durou 15 dias, quando já no centro de detenção provisória de Pinheiros, recebi a visita dela. O momento mais doloroso de toda a minha vida. E creio, dela também.


*3 Exceto que todos os vizinhos e parentes com quem conversei me disseram que não só puseram o repórter para fora quando ele bateu palmas na porta de minha casa, como disseram que ele andou pelo bairro procurando por minha mãe, chegando a perguntar por ela até mesmo num açougue local. Minha mãeconfirmou isso na primeira visita que ela me fez e depois que saí de lá e a questionei sobre isso novamente.


*4 Sem dúvida que “60 mil fotos no MEU computador que tinha 74GB de HD e menos de 5GB de espaço livre quando levado por uma denúncia eu baixei arquivos em lotes, a maioria compactados e fechados para encontrar o arquivo não-nomeado entre eles, É um absurdo. É um absurdo mesmo. Depus que deveria haver não muito mais do que 200 fotos E vídeos (que ocupam um espaço muito maior exigindo mais espaço livre... que eu NÃO TINHA). Tanto absurdo que anexo coloco printscreens de meu computador atual com mais de 463GB de HD ao todo contendo, incluindo TODOS OS TIPOS DE ARQUIVO, incluindo FOTOS, VÍDEOS, MÚSICAS E MISCELÂNIA, apenas ... 46 mil arquivos. Ou seja, eu, um consumidor voraz de informações, dados, filmes, livros e programas, desde mesmo antes daquele tempo, hoje, com um computador com 6,25 VEZES MAIS espaço ocupado tem MENOS ARQUIVOS do que os alegados 65 mil arquivos APENAS de pornografia. E isso porque eu dividi 463 por 74, mas como eu não dispunha dos 74GB de espaço do meu HD e algo próximo a 5GB, provavelmente menos e mesmo numa hipótese mais liberal, 10GB, ainda assim caberiam 92,6 VEZES MAIS MATERIAL DO QUE CABE AGORA NO MEU COMPUTADOR ATUAL!!!!! O ex-comentarista de campo de futebol José Luiz Datena deveria ter sublinhado a palavra “absurdo”, a repetido umas 463 vezes e a gritado a todos pulmões.











Minha certeza é de que o técnico (que nunca é demais mencionar, NÃO ERA DA TÉCNICA EM QUE O COMPUTADOR FOI APREENDIDO) deve ter contado o número TOTAL DE TODOS OS ARQUIVOS DE TODOS OS TIPOS EM MEU COMPUTADOR NA ÉPOCA e de alguma maneira – eu fiquei isolado e sem advogado por 90% do tempo em que corria o inquérito e o processo, não pude fazer uma perícia em nome da defesa com minha presença para apresentar provas de que eu identificava e anotava nome, telefone (quando possível), e-mails e outros dados de possíveis ou potenciais abusadores de crianças entre outros tipos de criminosos, como homofóbicos e racistas e, 65 mil arquivos de TODOS OS TIPOS, se tornaram para o público que “acompanhou” o processo pela TV e pela Internet – de alguma maneira se tornaram 65 mil arquivos APENAS de pornografia. Como imagens falam melhor, examinem os prints de meu computador atual e verifiquem seus próprios computadores clicando no nome do disco rígido e em ‘propriedades’ para ver quantos arquivos vocês têm.





Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."

Acima: print de um e-mail de meu advogado me esclarecendo sobre meu processo e no segundo, uma advertência que deve ser levada a sério e que demonstra que Dona Åsa Heuser, pessoa culta, ciente e bem informada, sabia perfeitamente que não estava lidando com um ‘pedófilo’ ou ‘maníaco’.




Acima o trecho do artigo pelo qual eu fui processado. Ele é do E.C.A.

Notem porque o assunto “60 mil ou 65 mil fotos”, às vezes “65 mil arquivos” é tão importante tanto para a acusação quanto para os meus detratores que são os mesmos detratores de Dona Åsa. Em destaque no parágrafo 1º lê-se: A pena é diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois terços) se de pequena quantidade o material a que se refere o caput deste artigo.


Meu advogado que, como um ato humanitário em solidariedade à minha mãe e por menções favoráveis a mim feitas por uma funcionária de minha empresa e que também conhece esse advogado,  pegou o caso faltando poucos dias para a audiência, não pode fazer a perícia e muito menos acompanhado de mim, que sou a pessoa mais indicada para apontar em que lugares encontrar o que eu queria mostrar e para verificar o número real de arquivos de pornografia e arquivos em geral. Antes mesmo da perícia oficial, já havia sido divulgado irresponsavelmente, acredito que, de boa fé ou de outro modo, esse número absurdo de arquivos no meu computador com menos de 80GB de espaço total e menos de 5GB de espaço livre. 


Foi muito conveniente para o programa do datena divulgar um número tão grande para aumentar sua audiência. Foi muito conveniente para inimigos de Dona Åsa, confirmar tal número e repeti-lo à exaustão e foi muito conveniente à promotoria para que eu não me beneficiasse da redução de pena prevista no artigo em caso de ser pequena a quantidade.  

Contudo, mesmo que tenha prevalecido a tese da grande quantidade, feita a ressalva de que o juiz não atribuiu importância á alegação feita pela acusação conforme está firmado em sua sentença das quais uma cópia se encontra em minha posse e de que a testemunha que alegou ter feito a verificação se contradisse, ainda assim o juiz estabeleceu a pena mínima como base tendo sido aumentada de alguns meses por um procurador que recebeu o recurso da promotoria. 

Em todo o caso, diferente do que afirma um certo ‘blogueiro’, o processo ainda está em fase de recurso e a pena que recebi, embora tenha pleiteado a completa absolvição em virtude de minhas ações terem sido motivadas por altruísmo e por ter agido de boa-fé (e continuo em busca de uma futura absolvição ou cancelamento do processo), recebi uma pena equivalente a de alguém que furta um Danone num supermercado e anos luz atrás da de um ‘molestador de crianças’, de um ‘predador sexual’ para não dizer de um estuprador, um assaltante, um traficante de drogas e muito menos desonrosa da dada a um racista ou homofóbico, dois crimes inafiançáveis e com penas bem mais duras e longas.

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A história não acabou, tem mais. Isso é só o começo.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A História de Haroldo Galves - O lado DELE [1]

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A meu pedido Haroldo Galves está escrevendo a sua história. Por causa dos detalhes necessários para esclarecer todas as circunstância envolvidas é um relato muito longo, e por isso será dividido em partes.  Peço a todos que se dispuserem a ler o seu relato que o leiam com cuidado.

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Primeiro, algumas informações essenciais:


1 - Haroldo não foi acusado, nem condenado, por "pedofilia". A acusação foi de ter violado um artigo do E.C.A. e de ter feito download de material pornográfico vedado plo E.C.A. e cuja posse, não era crime até o final de 2008. 

E-mail do advogado de Haroldo Galves, esclarecendo a natureza da acusação.
Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."


2 - Haroldo declarou logo que foi detido que havia mesmo feito tais downloads e o fez segindo inidicações dadas por um anônimo no Orkut sobre um chat gravado ou printado no MSN entre um adulto e uma menina que poderia, se o autor fosse identificado, levar à prisão de um autêntico predador sexual. A pessoa não pode, (ou não quis?) precisar um nome do artigo que obrigou Haroldo a baixar vários artigos principalmente de vídeos para poder identificar o endereço de hotmail do criminoso.

3 - Ele nunca foi acusado de ter molestado nenhuma criança ou adolescente em toda a sua vida e já declarou até mesmo antes dos fatos seu empenho em denunciar à Safernet e ao Google perfis ou declarações abonando atos de sexo com crianças e chegou a declarar uma vez, o que foi até citado por seus adversários como sendo favorável a "enforcar 'pedófilos pelo saco[sic]", usando a palavra 'pedófilo' como sinônimo de abusador e estuprador de crianças.

4 - Ele nunca teve 60 (ou 65) mil fotos de pornografia infantil em seu computador. O próprio técnico, que nem era empregado da Assistência Técnica onde Haroldo deixou seu computador (estranhamente!!!!!), se confundiu ao tentar explicar como chegou ao tal número e tremia como vara verde enquanto o juiz lhe fazia perguntas que o pegaram em contradição.

Artigo do ECA que define o tipo de crime

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Além disso

5 - Os tais "antecedentes" se referem a uma ação trabalhista ocorrida em 1992.

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Só serão aceitos comentários desabonadores ou que neguem as afirmações, de pessoas que sejam identificáveis (à Dona Åsa e ao Haroldo privativamente), por nome completo e meios de localizar caso seja cometido crime de injúria, difamação ou calúnia. Esses nomes e os dados não serão publicados no blog, mas não serão admitidas acusações sem provas e anônimas.

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Agora, um alerta a todas as comunidades ateistas, e também às organizações LGBT.

O que está ocorrendo na verdade é uma tentativa de achincalhar a TODOS, pelo expediente do linchamento moral de minha pessoa, usando uma interpretação distorcida e maldosa do que ocorreu com o Haroldo Galves.

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A propósito, alguém lembrou do caso da Escola Base? Eu lembrei.


A partir de amanhã, a primeira parte da história de Haroldo, contada por ele mesmo.

Aguardem.

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Leia também "A História de Haroldo Galves - O meu lado
e "Porque sou alvo de tanto ódio"