segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sexismo Nosso de Cada Dia


Inglesa cria site para reunir relatos de sexismo, recebe oito mil posts e é ameaçada de morte 

Notícia na UOL :
http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/10/16/inglesa-cria-site-para-reunir-relatos-de-sexismo-recebe-oito-mil-posts-e-e-ameacada-de-morte.htm#comentarios

Acessei a seção "about" e traduzi para terem uma ideia de como o projeto surgiu e qual o propósito dele.

[Obs: fiz uma tradução livre de 'Everyday Sexism' para 'Sexismo Nosso de Cada Dia' no título, mas também pode ser traduzido como 'sexismo cotidiano', termo que uso mais adiante]



"Bem vindos ao projeto sexismo nosso de cada dia. Parece que está cada vez mais difícil de falar sobre sexismo e direitos da mulher em uma sociedade moderna que se percebe como se tivesse conquistado a igualdade de gêneros. Nessa era 'liberal' e 'moderna', reclamar sobre o sexismo cotidiano ou sugerir que você está infeliz com a maneira pela qual as mulheres são retratadas e vistas torna muito provável que você seja rotulada de 'nervosa', 'melindrosa',  uma 'feminista militante', ou uma 'queimadora de soutiens'.

O projeto Sexismo Cotidiano tem como objetivo dar um passo em direção à igualdade de gêneros, provando que estão errados aqueles que dizem às mulheres que elas não podem reclamar, porque somos iguais. É um lugar para registrar histórias sobre sexismo que enfrentamos todos os dias, por mulheres comuns, em lugares comuns. Mostrar que o sexismo existe em abundância em locais de trabalho no Reino Unido e que é um problema que estamos muito longe de não precisarmos mais discutir. Provocar respostas tão numerosas e tão gerais que o problema se torna impossível de ignorar. Relatar a maneira como você foi tratada, mesmo que não tenha sido levada a sério em qualquer outro lugar. Se levantar e dizer 'isso não está certo', mesmo que não seja nada grande ou revoltante ou chocante. Mesmo que você já tenha se acostumado a pensar que isso é 'simplesmente o jeito que as coisas são'.

Mulheres que reclamam de comentários desrespeitosos que são feitos sobre os membros femininos na Casa dos Comuns são acusadas de reagir de forma exagerada, no entanto apenas 22% dos Membros do Parlamento são mulheres. Aquelas que objetam à retratação sexista na mídia são tachadas de 'estraga-prazeres', e no entanto quase 70% dos papéis com falas em filmes de Hollywood são dados aos homens, (apesar de os personagens femininos terem cinco vezes maior probabilidade de se vestir de forma sexy). Mulheres que se opõem à supersexualização das celebridades femininas ouvem que 'é uma escolha', e no entanto é quase impossível pensar em uma cantora moderna que não tenha se despido toda. Às mulheres se diz que a moderna 'igualdade' significa que mulheres de carreira podem ter tudo ("guardar o bolo e comê-lo" no original em inglês), no entanto apenas em torno de 13% dos membros da Diretoria da corporação FTSE  (Financial Times and Stock Exchange) são mulheres.

Somos encorajadas a comemorar o avanço das mulheres para a cabine de comando, e no entanto a Ryanair ainda publica um calendário só de mulheres nuas e as comissárias de bordo da Virgin trabalham todos os dias em um avião decorado com uma caricatura em trajes de banho com um decote revelador. Nós simplesmente não estamos vivendo em uma sociedade igualitária, mas somos detestadas por 'choramingar' ou  por 'não reconhecermos a sorte que temos' se tentamos chamar a atenção para isso.

Então por favor me enviem as suas histórias. Enviem outras pessoas para que enviem as histórias delas. Envie a história de sua babá, sua irmã ou de sua melhor amiga. Não importa quem você é ou onde você mora. Não importa a sua aparência ou no que você acredita. Se você passou por uma experiência sexista, do tipo cotidiano, pequeno,  um sexismo tão comum que você quase o aceita, por favor compartilhe a sua história para que possamos provar o quanto o problema é generalizado. E ninguém vai poder dizer que não podemos mais falar sobre isso.

Por favor fique ciente de que as postagens podem ser citadas (anonimamente) nas nossas colunas semanais no Independent e no Huffington Post."
 


E pode-se enviar o relato em qualquer língua.


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