sábado, 14 de janeiro de 2012

A História de Haroldo Galves - O lado DELE [3]

***************************************************

Para quem está chegando agora, sugiro que leia as postagens anteriores para entender toda a história: 

-  A História de Haroldo Galves - O meu lado
           - Porque sou alvo de tanto ódio
- A História de Haroldo Galves - O lado DELE [1]
- A História de Haroldo Galves - O lado DELE [2]
*************************************************** 
Com a palavra, Haroldo Galves:

Antes quero agradecer à Sra. Åsa Heuser, pessoa que ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas pelo quê aguardo com ansiedade e alegre expectativa.


INTRODUÇÃO


Meu nome é Haroldo Galves e resido em São Paulo, Capital. Sou filho único de uma senhora que já teve mais do que seu quinhão de tratamento covarde e infame proveniente de algumas e particularmente, de uma pessoa sem caráter, de índole má e cruel, sádica e de um grau de covardia difícil de conceber que só encontra paralelo nas personagens da Inquisição ou em vilões de filmes B de super heróis, mais provável.

Fui acusado, não pela Justiça, mas dentro deste Universo de R.P.G. onde pequenos homens se transformam pela magia da tecnologia da Informática e pela ilusão compartilhada e com a cumplicidade voluntária ou involuntária dos que se envolvem com essas pessoas patéticas e solitárias, de ser:

 1 - um ‘pedófilo’;

 2 - de ser ‘molestador de crianças’;

3 - de sentir excitação sexual por crianças pré-púberes;

4 - de ter baixado em meu computador material pornográfico com a intenção somente de obter ‘prazer pessoal’;

5 - de mentir ao afirmar que, ao baixar tal material, tive o mérito da intenção de denunciar um caso específico de uso do MSN com o propósito de incitar uma menor a fazer um strip tease, do qual recebi uma informação através do próprio Orkut;

6 - de ter tido em meu poder um número igual ou maior a 65 mil arquivos(fotos e vídeos)de material pornográfico cuja posse passou a ser vedada pelo E.C.A. a partir do final de 2008. Vou provar que nunca cheguei a ter nem de perto um número tão grande de arquivos e que nem caberiam em meu HD, mesmo se o quisesse;

7 - de estar plenamente consciente da proibição quando da época em que fiz tais downloads ;

8 - de ter sido condenado por um ‘crime hediondo’ (não chega nem perto de ser hediondo, –NÃO é hediondo- a pena mínima é de 1 ano de reclusão e é um dos crimes beneficiados pela nova legislação que substitui as penas para CRIMES COM PENAS PEQUENAS - portanto crimes sem o ranço infame da perversidade por parte de seu autor e é um crime SEM VÍTIMAS- por penas alternativas ou multa);

9 - de, ‘sendo’ ‘pedófilo’, devo ter tendências comportamentais perigosas e não sou uma pessoa confiável na presença de crianças (fato negado por toda minha vida, por todas as pessoas que me conhecem e me conheceram intimamente e sem nenhum precedente de qualquer tipo e, até mesmo, demonstrações de minhas preferências por mulheres adultas,  intelectualmente maduras, inteligentes e de personalidade forte e não submissas a homens e a costumes machistas) e, finalmente, last but not least


10 - de ter tido algum envolvimento pessoal com Dona Åsa Heuser, de ter sido amasiado com ela, de que nossa amizade consolidada através de militância em comum a favor dos direitos dos LGBT, entre os quais eu NÃO me encontro, sendo heterossexual, embora tendo sido difamatoriamente chamado de “militante do homossexualismo”, em defesa de vítimas de intolerância racial, religiosa, de gênero, por orientação sexual e em defesa do respeito aos ateus e pela militância em favor de um Ateísmo politizado e socialmente relevante e, em fim, de que a corajosa defesa expressa por Dona Åsa à minha pessoa logo depois de minha detenção, durante a qual, por não possuir um advogado e por ter sido preso em flagrante, ou seja, ao retirar o computador da Assistência Técnica, teria sido motivada por uma ‘perversa tendência que ateus e “homossexualistas e gayzistas[sic] têm por fetiches e perversões sexuais”. Acusação infame, covarde e sem fundamento, pois Dona Åsa apenas revelou seu ceticismo de que, dadas as circunstâncias que ela conhecia, dados meus precedentes na moderação da comunidade Liberdade de Expressão, de minha militância ardorosa contra movimentos e ações que eu considero injustas e liberticidas e pelos claros absurdos divulgados no programa do datena, a propósito, o único programa de televisão ou veículo de transmissão eletrônica, que transformou uma apreensão costumeira de material ilegal num computador num Evento de sensacionalismo barato que caracteriza aquele tipo de programa, dificilmente as afirmações de que eu teria abusado de uma sobrinha (sou filho único e não sou casado, logo, nunca tive sobrinhas ou sobrinhos) e de vizinhos e de ser um possível membro de uma imaginária Maltiana “Rede Internacional de Pedofilia” (só não rio porque para mim e minha família, tudo isso é trágico), dificilmente  seriam verdadeiras. E de fato, não são.

Antes mesmo de expor numericamente e de forma organizada e cronológica o que se passou, vou fazer esta declaração que peço que copiem, guardem, critiquem se quiserem, duvidem se puderem, façam o que quiserem, mas não ignorem como faz o Verdugo que usa uma máscara negra para que sua vítima não o reconheça quando se encontrarem no Inferno. Os que quiserem me atacar com acusações, ironia, que quiserem expor suas dúvidas e fazer ressalvas, que o façam corajosamente, imitando o comportamento de Dona Åsa Heuser, não o façam como puritanos pseudo-moralistas covardes que se ocultam atrás de perfis falsos, que brincam de R.P.G. na arena da Internet sem medir conseqüências para suas vítimas, que não são meros personagens eletrônicos de um jogo de computador, mas pessoas reais que vivem fora da Internet, no Mundo Real. Sem medir conseqüências para si-mesmos.

Receberei qualquer pergunta, crítica, insulto, apoio, agradecimento ou observação desde que feitas sem o emprego covarde do anonimato. Não faltam covardes jogando um R.P.G. que está acima da capacidade deles de sofrer as conseqüências de seus atos virtuais, no Mundo Real. Ateus não precisam se ocultar, não têm o que temer.

******************************************






MINHA DECLARAÇÃO.

Não sou pedófilo em nenhum sentido, mesmo o mais ambíguo, da palavra.



Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."

E-mail do advogado deixando bem claro o teor da acusação.
Repetindo - Palavras do advogado de Haroldo Galves: "A sua condenação não foi por pedofilia, logo não pode ser assim taxado A imputação de algum crime a outra pessoa caracteriza calúnia. Quem o chamar ou divulgar para terceiros que você é pedófilo está sujeito a um processo por calúnia."


EU, HAROLDO GALVES Não sinto atração sexual nem me excito com corpos de crianças. Nunca senti e estou certo que nunca sentirei. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca toquei maliciosamente numa criança. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca sequer fantasiei sexo com crianças, tanto quanto nunca fantasiei  sexo com animais, com homens ou com cadáveres ou mesmo fantasias de estupro [e sem dúvida, sexo com crianças para mim seria o equivalente a um estupro].


EU, HAROLDO GALVES DECLARO QUE Não existe uma única pessoa no mundo inteiro, e eu desafio toda e qualquer pessoa viva a provar o contrário, que possa afirmar e provar que eu jamais tive qualquer contato malicioso de natureza sexual com crianças, de que fiz jamais qualquer tentativa de me aproximar de uma criança com intento sexual. De que uma única vez disse qualquer coisa a uma criança que pudesse ser interpretada como obscena, provocativa (no sentido sexual) ou no sentido de explorar a sexualidade de uma criança. Desafio qualquer um a apresentar provas ou demonstrar que algum dia eu tive alguma criança vizinha dentro de minha casa não acompanhada de pais ou de adultos responsáveis e de que ocorreu algo que pusesse minha reputação como homem sexualmente maduro e saudável em dúvida. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca solicitei, nunca transmiti, nunca comprei, nunca vendi, nunca troquei, nunca produzi nem participei na participação de material pornográfico ilegal, nunca procurei com intenção propriamente sexual (faço a ressalva aqui porque quero lembrá-lo de que, para encontrar material que me foi sugerido no Orkut e por e-mail, de fato, fiz downloads ilegais), material pornográfico ilegal. 

EU, HAROLDO GALVES Nunca cometi um ato de estupro e nem sequer tentativa de estupro. Nunca bati numa mulher ou numa criança. Nunca maltratei um animal (um assunto em relação ao qual sou muito sensível e não tolero de modo algum violência contra animais, assim como contra crianças, deficientes e pessoas idosas). Nunca fui acusado de qualquer crime sexual anteriormente a esse processo.

E finalmente, na medida em que diz a lei que “manter em computador ou outro meio eletrônico, material pornográfico com menores de 18 anos, não sendo agente policial ou uma das pessoas elencadas neste artigo como tendo autorização legal para tal”, sou realmente culpado da violação do artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. Isso não me faz culpado de “pedofilia”. O Artigo 241 e nenhum artigo do E.C.A. define as pessoas que os violam de pedófilos. Pedófilo é uma pessoa portadora de uma parafilia, assunto pra a psiquiatria e não para a justiça. Foi a porca e incompetente imprensa sensacionalista que temos, ajudada por um público com pouca educação e carente de capacidade reflexiva e de habilidades lingüísticas, que criaram essa confusão semântica que hoje favorece tanto apresentadores de programas sensacionalistas que não se regem por nenhum manual ético como também políticos homofóbicos e com antecedentes nada recomendáveis que pregam uma política que nos faria regredir 1.000 anos, caso fosse posta em prática ou se um deles fosse eleito para presidente. Não neguei ter feito os downloads aos policiais que me abordaram, ao delegado que me questionou, durante o preenchimento do B.O. e perante o juiz. Sempre afirmei a verdade, de que procurava provas que poderiam incriminar um suposto “predador sexual” que, infelizmente, parece-me, tanto a polícia quanto a justiça, por eu não ter tido a perícia feita pela minha defesa, acabaram por ignorar e é provável que esse e outros predadores sexuais que identifiquei, estejam em liberdade e agindo impunemente.






************************************************************


Na próxima postagem: A cronologia dos fatos


************************************************************

7 comentários:

  1. Haroldo, eu tenho algumas perguntas que ainda não ficaram claras na minha cabeça. Quando você fez o download das imagens, você sabia do artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente? Se sabia, baixou porquê? Se não sabia, não seria algo um pouco contraditório, uma vez que você estava justamente investigando crimes relacionados à pedofilia? O que eu quero dizer é que se você estava investigando, não faria sentido alegar que não sabia de uma nova lei tão importante.
    Eu não estou aqui para julgar você, longe disso, mas vejo este ponto falho.
    Outra coisa que gostaria de perguntar: não seria o caso de você pedir anulação do processo por se tratar de uma violação da sua privacidade? Olha só, se o rapaz que fez a denúncia Não trabalhava na assistència técnica, então presume-se que você não liberou o acesso dele ao seu computador. Sendo assim, a informação que a polícia recebeu é fruto de uma violação de privacidade. Como diriam os norte-americanos, toda a informação da perícia técnica e todos os testemunhos seus são "frutos de uma árvore envenenada", não sendo admissíveis em um julgamento. Você ou seu advogado já pensaram nisso? Se já, porque não deu certo?
    Abraços, Marco Aurélio Suriani, Uberlândia-MG

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 1- Quando você fez o download das imagens, você sabia do artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente?

      Não, não sabia. Eu conversava com racistas e homofóbicos me passando por um deles (mantive um perfil-fake skinhead desde fevereiro de 2006, mas nem sempre fui bem sucedido pois os poucos que dominavam a disseminação de ódio racial no Orkut, com muitos fakes, percebiam quando um fake não era um deles e suspeitavam), tanto através de perfis quanto através do MSN Messenger, tentando identificá-los, tanto para bani-los da comunidade e do Orkut com a identidade REAL deles, pois como anônimo, todo mundo banca o nazista, o matador de gays, o skinhead que espanta negros, ou que é dono de comunidades obscenas como "Preto bom é preto morto", que anexo cópia do texto da resposta do Google à minha denúncia bem sucedida= http://imgur.com/xkY84 e prega ódio a ateus ou a pessoas individualmente. Depois que começaram a usar fotos de crianças, algumas nuas, mas do tipo "propaganda de filtro solar", bebês nus em praia, mas com nicks obscenos ou racistas e textos agressivos e discurso de ódio, bani e proibi o uso de fotos de crianças nuas ou vestidas na "Liberdade de Expressão" http://www.orkut.com.br/Main#CommTopics?cmm=154674 e identifiquei pessoas interessadas em sexo com crianças através de outros meios que não vou detalhar aqui, como apólice de seguro, pois alguns poderiam se descobrir entre os suspeitos e apagar seus traços ao ler isto. Portanto, ao perceber acidentalmente, numa sala de bate papo, o interesse de tantos, e repito, tantos adultos em menores de idade, e consegui em mais de uma ocasião dados de nome, endereço e telefone de homens adultos tentando se aproximar de crianças.

      Excluir
    2. Ao receber uma denúncia de um perfil feminino numa comunidade, não me recordo exatamente qual agora, mas não foi a Liberdade de Expressão, uma das que eu freqüentava, uma denúncia de um adulto que havia gravado uma conversa com uma menina através do MSN Messenger ou havia feito prints e talvez desse para identificar o Hotmail da pessoa. Esse perfil dizia que queria me ajudar a combater os “homens santos” e que soubera (não me lembro por que meio) do arquivo com as imagens de uma conversa entre um adulto e uma menina no MSN com um vídeo dela se despindo mas não o tinha nem sabia exatamente o título. Disse que havia sido baixado na rede do Limewire. Eu não usavao Limewire porque achava complicado e lento e perguntei se daria para encontrar através do E-Mule e ela disse que achava que era a mesma coisa. Portanto abri o E-Mule e sem saber o título exato para procurar, coloquei palavras-chave para baixar.
      Agora sim respondendo à sua pergunta: antes de fazer isso entrei no Google e fiz uma pesquisa rápida colocando umas três palavras-chave. Minha pesquisa no Google não trouxe, como de fato ainda não traz, resultados apenas para o dia, mas a pesquisa 'default', traz resultados de TODAS AS ÉPOCAS. Tente agora colocar estas palavaras na caixa de diálogo da página do Google de pesquisas Web: “lei” “pornografia” “infantil”. Eu as coloquei sem vírgulas e sem aspas. O resultado que encontrei foi semelhante ao que encontrei na época. Não me lembro, obviamente, quais foram as palavras-chave que usei, mas o resultado foi semelhante: notícias de muitos meses antes, de ANTES de a lei ser aprovada. Já havia sido aprovada, mas eu não fui bastante cuidadoso para verificar as datas que, pelo menos agora, não sei se na época, aparecem do lado esquerdo de cada 'hit'. As duas notícias que me recordo me convenceram de que a proposta de lei ia para o Congresso ou para o Senado para votação, que CRIMINALIZAVA A POSSE DE MATERIAL COM MENORES DE IDADE, foram as que eu tomei como sendo atualizadas. Não eram e esse erro, essa falta de atenção me custou muito caro. E não só a mim. Se alguém fizer uma pesquisa HOJE e não prestar atenção na data ou não selecionar por datas recentes, vai cair na mesma 'armadilha' pois vai ter a impressão, ao ler sem cuidado, que a lei ainda não foi aprovada. Quero lembrar que não assistia a TV desde aquela época como ainda não assisto, sempre odiei TV e só minha mãe via novelas,portanto nem acesso a noticiário televisivo eu tive.
      Se tivesse tido meu computador apreendido antes de novembro de 2008, 8 meses antes, como comentou o delegado, não seria preso, não seria indiciado, não poder-se-ia dizer que havia cometido um crime e menos ainda se poderia dizer que eu seria um criminoso. “Você teve muito azar”, comentou o delegado na ocasião. Hoje eu tenho uma teoria alternativa sobre esse perfil “feminino” me informando sobre um arquivo numa rede peer-to-peer e sugerindo que eu baixasse material para encontrá-lo.

      Excluir
    3. 2- Se sabia, baixou porquê? Se não sabia, não seria algo um pouco contraditório, uma vez que você estava justamente investigando crimes relacionados à pedofilia? O que eu quero dizer é que se você estava investigando, não faria sentido alegar que não sabia de uma nova lei tão importante.

      Já respondi a isso na resposta anterior. Como já expliquei, fiz uma pesquisa superficial e agi impulsivamente, não dando tempo para fazer mais pesquisas e até consultar alguém num fórum sobre a legislação, que talvez me trouxesse a resposta de que a lei já havia sido aprovada e não correria esse risco. Mas confiei na minha pesquisa superficial e rápida no Google sem prestar atenção nas datas das notícias. Pensava que a lei ainda estava sendo encaminhada para o senado ou para o congresso e até achava que não seria aprovada dado o evidente teor de “criminalização do pensamento” e de invasão de privacidade contidos nesse item da lei. Não digo o mesmo em relação às penas aplicadas aos produtores, aliciadores e abusadores de crianças, mesmo os que apenas fotografam. Nesses casos são necessárias punições e mais do que punições, ações preventivas para evitar que sequer cheguem a acontecer.

      3- Não seria o caso de você pedir anulação do processo por se tratar de uma violação da sua privacidade? Olha só, se o rapaz que fez a denúncia Não trabalhava na assistència técnica, então presume-se que você não liberou o acesso dele ao seu computador. Sendo assim, a informação que a polícia recebeu é fruto de uma violação de privacidade. Como diriam os norte-americanos, toda a informação da perícia técnica e todos os testemunhos seus são "frutos de uma árvore envenenada", não sendo admissíveis em um julgamento.

      Nos filmes de televisão, nos seriados e em filmes de cinema tudo parece simples, mas no Mundo Real as coisas são mais complicadas e existem muitos fatores que não são divulgados pelos meios de comunicação que alimentam o público com banalidades e superficialidades e até mesmo jornalistas não sabem de tudo.
      Não é possível uma ação desse tipo no momento. Meu advogado me mandou esperar com paciência. Devo lembrá-lo de que ele praticamente fez um favor em pegar o meu caso, embora só o tenha pego faltando uns 15 dias para a audiência, ou 4 meses e meio depois em que eu amarguei uma detenção desnecessária e violenta. Se pudesse ter respondido em liberdade, teria pesquisado mais, teria tido acesso à Internet e controlado os ataques que sofri por 5 meses sem nada poder fazer e teria até mesmo encontrado material comprobatório de minhas alegações, inclusive o perfil que me deu a “dica”. Mas fiquei sem comunicação com o mundo de fora por 5 meses. E isso é considerado “conduta processual justa e igualitária” neste país, ou “conduta processual incólume”. Sei.
      Só soube e me surpreendi com a presença de C.E., o técnico de outra assistência, quando o vi entrar e se sentar como sendo “o técnico que ia consertar o computador”. Falei para o meu advogado na mesma hora que não era. Quando ele saiu, eu declarei ao juiz que ele não era técnico da Assistência em que deixei o computador e pedi que isso ficasse registrado, o que aconteceu. Tenho pouco acesso ao meu advogado (e ele me advertiu que devo manter segredo sobre quaisquer ações e movimentos processuais que podemos estar tomando, por isso você deve entender que na Internet não digo tudo o que sei e tudo o que estou fazendo) agora devido à situação de minha mãe que exige tempo integral de minha parte e muito mais trabalho do que já tive na vida. Mas é claro que tenho intenção de ainda entrar fundo em toda a questão legal, constitucional e ir até os limites do que é possível fazer para reaver minha condição legal anterior ao processo. Mas em todo o caso, no que diz respeito à minha consciência do que sou e do que não sou, do que fiz e do que não fiz, esta encontra-se limpa e tranqüila.

      Excluir
    4. “Sendo assim, a informação que a polícia recebeu é fruto de uma violação de privacidade.”
      Se você tivesse idéia, Marco, de quantas outras violações de meus direitos constitucionais, humanos e de todo tipo eu sofri e vi outros sofrerem sem poder fazer nada e ainda sofrendo o ônus de provar, sem que houvesse câmeras e microfones nos lugares onde essas violações acontecem, que tais violações ocorreram, você não estranharia que não estou muito mais na ofensiva do que deveria estar. Isto aqui é Brasil, não é Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Suécia ou Japão. Carregamos o peso de uma herança cultural e histórica indesejável.


      4- Você ou seu advogado já pensaram nisso? Se já, porque não deu certo?

      Ainda não deu certo porque ainda nem foi tentado. Há muito tempo pela frente. Todo o tempo. Até mesmo um dia, assim como está ocorrendo hoje com novas leis que criminalizam atos homofóbicos e racistas para o dissabor de tantos, leis que hoje vigoram também vão mudar e ser anuladas e vistas como excrescências anacrônicas.
      Mas nada mudará graças á inação daqueles que ficam de braços cruzados contemplando a paisagem.
      Muita gente ainda vai sofrer para que outros desfrutem de Liberdade e felicidade.
      Sempre foi assim.

      Excluir
  2. Lamento por tudo, fico imaginando o sofrimento de sua mãezinha.

    Que sirva de exemplo para que outros tomem os devidos cuidados, como por exemplo conhecimento da polícia se é que isso é possível.

    Parabéns pela coragem de se manifestar,com certeza o mov. ateu agradece.

    ResponderExcluir
  3. Obrigado Lu.

    Obrigado também a toda pessoa corajosa, pois não é preciso muita coragem para participar de um comitê de linchamento e tirar a vida de alguém, culpado ou inocente, desde que você sinta que não tem culpa(porque os participantes de pelotões de execução nunca sabem se suas balas são de verdade ou são 'blanks'? É mais fácil viver sua vida destruindo a dos outros se você não sentir o peso da culpa. Os covardes deste mundo têm muito do que se aproveitar desse tipo de lição). É necessária coragem para dar a cara para bater e se colocar do lado mais fraco. Ou supostamente mais fraco.

    Obrigado principalmente à Dona Åsa Heuser pela coragem e fibra por ter que agüentar tanto bullying virtual que primeiro a cobrou por "abandonar Haroldo Galves" e depois hipocritamente a criticou por rever sua opinião e passar a me apoiar moralmente. Eu temo mais os covardes do que os violentos porque os covardes atacam por trás, se ocultam atrás de moitas ou atrás de perfis falsos em 'redes sociais'. Ameaçam violência física e se rebaixam ainda mais ao ponto de pichação de paredes e muros.

    Daqui para a frente vou começar a reassumir minha identidade manchada por mentiras, bullying, 'jornalismo' marron (existe uma boa razão para se chamar 'marron') e julgamentos de pessoas cognitivamente incompetentes para identificar uma ironia ou dissertar sobre suas motivações e se, por um lado volto a ser quem sempre fui na Internet, hoje eu sei que a Internet tornou-se um antro onde se ocultam os mais baixos e vis covardes que no Mundo Real, o mundo que existe fora do computador online, aquele depois da porta de sua casa e que se extende a partir de sua rua, são menos que vermes que não levantam a voz para me chamar de qualquer nome e nem atingem num contato físico no Mundo Real, a Dona Åsa Heuser. Por ser um mundo que hoje compreendo ser um tipo de R.P.G. (Role Playing Game), não dou muito mais importância ao que se passa aqui. Minha vida não se resume a imagens, fotos, vídeos e palavras com meu nome neste mundinho, neste Joguinho de Relacionamentos Sócio-Virtuais, mas minha verdadeira personalidade e minha verdadeira vida estão do lado de fora.

    ResponderExcluir