domingo, 28 de novembro de 2010

Pena de morte, vontade de matar, e ação do Estado

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Não achei que isso fosse ser necessário, mas me vejo na contingência de fazer um preâmbulo à minha postagem, a posteriori. 

Não sou contra a ação policial no Rio, muito pelo contrário; ela é absolutamente necessaria e pelo que vejo ela está sendo muito bem conduzida.

Vão haver mortes? Provavelmente, e em se tratando de se defender, é plenamente justificado, inclusive por parte dos policiais. Agora, causar mortes é bom? é desejável? É aí que eu discordo dos que ficam torcendo por um extermínio em massa. A força deve ser usada até onde for necessário, nem mais, nem menos. 

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Todos nós já tivemos vontade de matar alguém, ou pelo menos de ver alguém morto. É normal, somos pessoas com emoções e impulsos, e ninguém é totalmente racional. E a vasta maioria de nós, eu inclusive, seria capaz de matar alguém que estivesse ameaçando a nossa vida ou a vida de alguém que amamos. Isso é legítimo, auto-defesa ou defesa de terceiros, e justificado pelas circunstâncias.

Mas, quem de nós mataria, ou mandaria matar, fora dessas circunstâncias? Ou então, eu poderia atirar nas costas de um ladrão que invadiu minha casa, mas está fugindo pelo portão?
Tem que traçar um limite para tudo, e algumas vezes esse limite é um tanto indefinido, meio borrado, e principalmente turvado pela raiva que sentimos do fato de termos que conviver com toda essa insegurança.

Aí vem essas notícias da ação policial no Rio, e toda essa raiva e essas emoções vem à tona, e muitos querem ver alguém fazer aquilo que está presente em nossas fantasias.
Só que há uma diferença básica, fundamental, entre o que um indivíduo faz no calor da emoção, ou por necessidade de sobrevivência, e o que o Estado e a polícia fazem.

Se o Estado tiver licença para esse tipo de coisa, você pode ser vítima um dia. Se a tortura, esquadrões de extermínio e a pena de morte fossem atribuições permitidas oficialmente, o Estado se tornaria um perigo para qualquer cidadão. No tempo da ditadura de 64, pessoas que haviam pertencido ao Partido Comunista (mas não só estas) tiveram que fugir do país, pessoas desapareceram, foram presas e torturadas. Em 1977, perguntaram a um professor da faculdade onde eu estudava o que ele achava de um determinado assunto, que não lembro qual era, mas o que me chamou atenção foi a resposta dele:  - "Olha, eu não acho nada, porque um amigo meu achou, e depois não acharam mais ele." 

O pessoal fala mal dos Direitos Humanos, mas não se dão conta de que foi isso que fez com que a situação melhorasse no país até que a ditadura acabou, em 1984. E também não se dão conta de que um dia poderão estar no lugar errado, na hora errada, e aí vão precisar desse recurso. Sim, os Direitos Humanos servem para proteger você e sua família também, num caso como este.

 Que os criminosos sejam presos, que fiquem na prisão por muito tempo se for o caso. Nesse ponto o sistema erra muito, ao deixar soltos, ou soltar muito cedo, quem cometeu crimes graves. Não sou nem um pouco a favor da impunidade ou penas leves para delitos graves. Esse é um problema que precisa ainda ser resolvido.


Quanto à pena de morte, sabe-se que já houve casos de inocentes executados. Você realmente quer dar esse poder ao Estado? Confia no nosso sistema judiciário a esse ponto?
Alguns vão dizer que não importa, que é melhor um inocente ser executado para o "bem de todos". E se esse inocente executado for alguém de sua família? Por mais remota que essa possibilidade possa parecer, estaria disposto a arriscar?

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* Uma observação: quando se trata do aborto, a maioria fala que não, que essa é uma solução precipitada, tem que ter prevenção, educação, etc, etc, mas quando o assunto é sobre a criminalidade, de repente não se pode mais falar em prevenção e educação, aí muda o discurso e querem uma solução "rápida".

Que nome se dá para isso?

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Somos TODOS descendentes de negros!

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Desde aquele episódio das ameaças de neo-babacas-nazistas ao senador Paulo Paim que venho pensando em escrever algo a respeito dessa grandessíssima babaquice que é essa suposta "pureza" racial. Sim, existem etnias, e existem algumas características que diferem as etnias umas das outras, mas é importante não esquecer que isso aconteceu como adaptação aos diversos ambientes onde os agrupamentos humanos viviam, isolados uns dos outros por muito tempo.

Na origem de tudo, descendemos de um pequeno agrupamento de homens primitivos, de pele negra, que migraram da África para os continentes da Ásia e Europa. A pele branca é uma característica de povos que vivem em ambientes onde o sol é mais fraco, porque a pele clara possibilita sintetizar a vitamina D (se não me engano) com menos claridade; pessoas de pele escura precisam de mais sol para sintetizar a mesma quantidade.

E basicamente essa é única função da pele clara.  É apenas uma adaptação evolutiva.

Não vejo absolutamente motivo nenhum para me orgulhar de ter pele clara e olhos azuis (cinzentos, na verdade). Não tive nenhuma participação nisso, foi um simples acidente de nascimento.

E os neo-babacas também não se dão conta de que a essas alturas do campeonato, não existe praticamente ninguém de "raça pura". Se fosse fazer um mapeamento genético, pouquíssimos dos próprios integrantes dessa neo-babaquice passariam no teste.


E é isso que eu tenho a dizer sobre esse assunto.


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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cristãos nos EUA contra a reforma na Saúde

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Interessante essa análise do historiador Voltaire Schilling, que saiu hoje na Zero Hora. Prestem atenção ao negrito no final do artigo (o negrito é meu, mas as palavras são dele).

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11 de novembro de 2010

ARTIGOS

As metamorfoses dos cruéis, por Voltaire Schilling*

“Lembre-se, a discórdia é patriótica.”
Slogan do Tea Party – Nashville, 2009

As fotos do Museu Getty não deixam dúvida, o linchamento de negros era um acontecimento festivo nos Estados Unidos dos anos 20 e 30. Uma delas, tirada em Indiana em agosto de 1930, mostra uns 50 caipiras brancos, inclusive com algumas mulheres e crianças, admirando os corpos queimados e estirados de dois pobres homens vestidos miseravelmente.

Faziam até cartões-postais disso para remeter aos parentes distantes. Em outras localidades, anunciavam o enforcamento pelo jornal para atrair curiosos da vizinhança que vinham de trem para, irmanados, participar do horror.

Naquela mesma década, essa mesma gente fez de tudo para impedir a política de Franklin D. Roosevelt para tirar o país da Depressão, denunciando as ações redentoras do Novo Trato como “intervencionistas” e “comunistas”.

Entre os anos 40 e 50 do século passado, empenharam-se em insuflar a Guerra Fria, para que o Estado gastasse bilhões em armas nucleares dando especial apoio ao Dr. Edward Teller na construção da bomba final que pulverizaria parte da humanidade. Ao mesmo tempo, covardes, alinhados ao senador Joseph McCarthy na caça às feiticeiras, perseguiram funcionários públicos e artistas de Hollywood colocando-os em “listas negras” para que não pudessem mais atuar. Praticamente empurraram o grande Charles Chaplin para o exílio.

Nesse tempo todo, apoiaram o que havia de pior na América Latina. Fossem tiranos como Trujillo, Somoza ou Batista, nunca lhes regatearam dólares, quando não lhes treinavam as polícias. Foram os maiores entusiastas da longa intervenção armada no Vietnã (1965-1975), mesmo que custasse a vida de mais de 1 milhão de paupérrimos camponeses e que arrasassem as florestas deles com terríveis herbicidas como o “agente laranja”. Lamentaram foi a derrota e não o estrago que causaram, e não sossegaram enquanto um deles não atirou no atrevido Dr. Martin Luther King.

E, passados uns tantos anos, voltaram à cena apoiando em massa o presidente George Bush na sua “guerra ao terror”, invadindo dois países miseráveis do Oriente e matando a população a granel na maior operação colonialista dos tempos recentes.

O negro supliciado dos anos 20 passou a ser substituído pelo árabe-iraquiano encapuzado, pendurado por cordas e torturado em Abu Ghraib, ou pelo desgraçado afegão ou paquistanês fronteiriço dilacerado por bombas jogadas regularmente lá do alto pelos drones, os aviões teleguiados.

Essa gente cruel não suportou nem o pouco refresco que o presidente Barack Obama trouxe à nação. Logo tratou de se reorganizar em torno do movimento Tea Party (uma ofensa aos revolucionários de Boston da época da Independência) para que o jovem líder suspenda ou mutile as reformas que objetivam dar melhor assistência aos pobres.

Ainda que conscientes de viverem no país mais rico e poderoso da terra, egoístas mórbidos querem fazer reverter o programa que proporciona aos 30 ou 40 milhões de carentes o acesso à mais eficaz medicina do mundo. Não conseguiram suportar sequer dois anos de convívio com políticas públicas de bondade e generosidade.
E ainda assim todos se confessam cristãos!

*Historiador

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Daniel Dennett – membro emérito da Liga Humanista Secular do Brasil

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Gente, a postagem no Bule saiu mais rápido do que eu esperava!

O motivo é excelente, como podem ver. Leiam no Bule:

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Bule Voador » Blog Archive » Daniel Dennett – membro emérito da Liga Humanista Secular do Brasil

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Como evolui a mente humana [Daniel Dennett]

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Então, ontem estive presente na palestra dele, foi uma experiência fantástica.
O resumo pode ser lido aqui:
http://www.unimedpoa.com.br/mkt/resumo_fronteiras_081110.pdf


 Aguardem para amanhã, no blog do Bule Voador, as minhas impressões sobre o evento.
 
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Hoje saiu mais uma notícia a respeito na Zero Hora:
 
09 de novembro de 2010

CIÊNCIA E FILOSOFIA

Como evolui a mente humana

O norte-americano Daniel Dennett apoiou-se em teorias de Descartes de Darwin no Fronteiras

Longa barba branca e discurso em tom professoral sobre o que nos faz humanos a partir de comparações com os demais animais. Charles Darwin visitou ontem o Fronteiras do Pensamento, na conferência do filósofo norte-americano Daniel Dennett.

Sucedendo o Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, o penúltimo convidado do ciclo de altos estudos subiu ao palco do Salão de Atos da UFRGS um dia após o megashow de Paul McCartney em Porto Alegre. O ambiente, no entanto, não foi de ressaca: o público que ocupou mais de três quartos do teatro assistiu atentamente a toda a aula, percorrendo temas espinhosos como o funcionamento da mente humana com o auxílio de slides ilustrativos e da didática apurada do palestrante.

– Como é possível uma mente ser humana? – perguntou Dennett no início de sua fala, fazendo uso de mais de uma hora, e de citações sobretudo de Descartes e Darwin, para dar a sua resposta a essa questão.

Apresentado pela editora de Cultura de Zero Hora, Cláudia Laitano, o conferencista falou pouco sobre os contrastes entre ciência e religião, um dos assuntos que é mais requisitado a comentar. Preferiu se concentrar numa explicação naturalista – darwiniana – da forma e da evolução das comunicações, das línguas e das criações humanas, que acabam explicando não apenas a diferenciação do nosso cérebro com relação aos demais seres vivos, mas também da nossa mente.

– Nós, seres humanos, somos os primeiros designers eficientes da própria mente na natureza. Os demais animais não tiveram capacidade de fazer ideias e invenções evoluir como nós tivemos.

O livre-arbítrio e a mente humana

Indo de certa forma de encontro ao que disse Eduardo Giannetti em conferência recente no Fronteiras, Dennett afirmou que o livre-arbítrio humano pode não ser fruto unicamente da atividade cerebral, mas da nossa mente:

– Os neurocientistas estão descobrindo coisas muito interessantes sobre a origem das nossas ações e dos nossos pensamentos. Mas vamos com calma. É preciso ter cuidado antes de sair repetindo que agimos ou pensamos de forma mecânica, à revelia de nossa própria consciência.

O próximo encontro do Fronteiras do Pensamento, o último de 2010, será com o historiador italiano Carlo Ginzbourg, no dia 29 deste mês. O ciclo é realizado pela Braskem, em parceria com o Grupo RBS, a Unimed, a Gerdau, o Instituto Claro e a Refap, e com o apoio cultural de UFRGS, prefeitura de Porto Alegre e Anhanguera.

daniel.feix@zerohora.com.br
DANIEL FEIX
Link para a notícia online.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Daniel Dennett em Porto Alegre

 Na Zero Hora de hoje, uma reportagem sobre a palestra que Daniel Dennett fará esta noite:
 
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08 de novembro de 2010

CIÊNCIA

O enigma da mente

Filósofo Daniel Dennett aborda o mistério da consciência no Fronteiras hoje

Polemista ativo no grande debate sobre a validade da religião no mundo anglófono, o filósofo e escritor americano Daniel Dennett pretende abordar na conferência de hoje em Porto Alegre, a penúltima do ciclo Fronteiras do Pensamento 2010, outro de seus tópicos de interesse: a natureza da consciência.

– Falarei sobre o quanto a mente humana é diferente da mente animal e como é possível que bilhões de neurônios possam se organizar como uma equipe de trabalho para representar o mundo da maneira como ocorre em nossa mente – disse o pesquisador a Zero Hora, por telefone, de Boston, Estados Unidos.

O título da conferência é A Mente Humana – O Cérebro às Avessas. Partidário convicto da teoria evolucionista de Charles Darwin, que tem sido colocada em xeque por autores mais ou menos inspirados em correntes religiosas, Dennett se diz impressionado pela forma como um indivíduo consegue, por meio da mente, ter uma percepção a respeito de si próprio. Também destaca o fato significativo de que a mente “parece ser diferente do cérebro”.

– Explicar isso é difícil para a ciência. Estou procurando abordar esse tema de uma perspectiva evolucionária.

Algumas das posições a serem sustentadas por Dennett hoje no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) foram avançadas em algumas de suas obras publicadas em português, como Tipos de Mentes (1997) e A Perigosa Ideia de Darwin (1998), ambas da Rocco.

Informado de que havia sido criticado por um dos conferencistas deste ano do Fronteiras, o escritor britânico Terry Eagleton, por supostamente usar a crítica da religião para desacreditar o islamismo por motivos políticos, Dennett reagiu:

– Considero as posições de Eagleton a pior forma de debater. Ele deliberadamente distorce as visões dos autores com os quais discute e não sabe diferenciar um argumento legítimo de uma invectiva. Não pretendo responder a ele, mas apenas dizer que está errado. Toda grande religião no mundo tem elementos tóxicos. Todos sabem disso. Estou apenas apelando a todas as religiões para se livrarem desses elementos tóxicos.

O ciclo de estudos é apresentado pela Braskem e tem o patrocínio de Grupo RBS, Unimed Porto Alegre, Gerdau, Instituto Claro e Refap, apoio cultural de Anhanguera Educacional, UFRGS e prefeitura de Porto Alegre.
Conferência de Daniel Dennett
CICLO DE ESTUDOS FRONTEIRAS DO PENSAMENTO
> Hoje, às 19h30min, no Salão de Atos da UFRGS (Avenida Paulo Gama, 110). Ingresso mediante apresentação de passaporte (vendas esgotadas). Informações: (51) 3019-2326 ou relacionamento@fronteirasdopensamento.com.br
> Daniel Dennett é o penúltimo conferencista do ciclo Fronteiras do Pensamento este ano. O evento se encerra com a conferência do historiador Carlo Ginzburg, no dia 29.

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sábado, 6 de novembro de 2010

A imbecilidade total do "neonazismo" !

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 O que se passa na cabeça de certas pessoas? Estou pasma com a notícia que saiu na Zero Hora de hoje.
 A maioria desses "neo-idiotas" nem sabem o que foi o nazismo original, e se pensam que ainda tem coerência defender alguma "raça pura" estão pra lá de iludidos, porque existem muito poucas pessoas nessa condição atualmente. A mistura das etnias é a regra e eu pessoalmente acho isso muito benéfico. Afinal, a "pureza" serve para quê?

Qualquer ideologia que envolva "sacrificar" pessoas é abominável, e não tem validade nenhuma. A questão que sempre surge é, onde será traçado o limite? Até onde irão os "sacrifícios" em nome dessa suposta "pureza"? Dizem que o sujeito que inventou a guilhotina acabou morto por sua própria invenção durante a Revolução Francesa. Então, "puristas", tomem cuidado com o que desejam.

Link para a notícia aqui.

Como o conteúdo só é acessível a assinantes, reproduzo a notícia na íntegra abaixo:

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06 de novembro de 2010 | N° 16511

AMEAÇA EM VÍDEO

Senador é alvo de perseguição de neonazistas

Polícia Civil apreendeu ontem material usado em encontros de grupos no centro da Capital

Livros, CDs, facas e uma soqueira estão entre os materiais apreendidos pela Polícia Civil em um local usado para encontros de grupos neonazistas em Porto Alegre. Mas entre as apreensões, o que mais impressionou o delegado Paulo Cesar Jardim foi um vídeo em que o grupo White Power Sul Skin (poder da raça branca do Sul, numa tradução livre) faz ameaças ao senador gaúcho Paulo Paim (PT).

A ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do governo federal Matilde Ribeiro também foi alvo dos neonazistas. A apreensão ocorreu na Rua Riachuelo, no centro da Capital. Para não prejudicar as investigações, não foi divulgado se o local era uma residência ou estabelecimento comercial. Segundo Jardim, titular da 1ª Delegacia da Polícia Civil (Centro), o grupo fazia reuniões e estocava materiais de divulgação nazista no local.

– A informação que tínhamos é de que haveria bombas e armas neste endereço e que seriam usadas em um ataque nos próximos dias – disse o delegado, especialista na investigação de grupos neonazistas no Estado.

As armas e os explosivos não foram encontrados. O responsável pelo local também não foi localizado pela polícia. Segundo o delegado, o homem teria relações com o grupo que, em 2005, esfaqueou três judeus no bairro Cidade Baixa.

Após assistir ao vídeo, o delegado telefonou para o senador e recomendou que ele redobrasse os cuidados com sua segurança.

Autor do Estatuto da Igualdade Racial, o senador reeleito Paulo Paim (PT) disse que já recebeu outras ameaças por conta de seu trabalho na promoção dos direitos raciais, religiosos e de orientação sexual.

– Na própria campanha e aqui mesmo no gabinete já recebi ameaças absurdas, mas não as divulguei porque achava que não deveriam ganhar espaço. Mas agora, o telefonema do delegado me alertou – conta o senador.

Paim disse que não pretende solicitar segurança pessoal e que a ação dos grupos neonazistas será um dos temas discutidos em uma audiência pública, marcada por ele para o dia 19 de novembro, em Brasília.

– Em pleno século 21, quando os Estados Unidos elegem um negro, a Bolívia elege um índio e o Brasil, uma mulher, não é possível que ainda existam grupos como esse.

carolina.rocha@diariogaucho.com.br
CAROLINA ROCHA
Intolerância
- O nazismo defendia a superioridade da raça ariana e perseguia judeus, negros, ciganos e homossexuais. Adolf Hitler (1889-1945) foi o maior expoente nazista.
- Os neonazistas são grupos surgidos depois da morte de Hitler e que seguem suas ideias.
- Skinhead é o movimento jovem radical. Alguns seguem a doutrina neonazista.

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