segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hoje completo 54 anos

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Eu não sou uma mulher dita "normal".

Para começar, nunca tive problemas com a minha idade, e nunca escondi quantos anos tenho. Pelo contrário, cada aniversário é uma conquista, a prova de que a minha herança genética (a melhor herança que podemos ter) é boa, sou resistente e cheguei até aqui. Como publiquei no Orkut e no Twitter hoje:

"Ficar mais velha não é problema nenhum, muito pelo contrário. Problema seria não ter essa oportunidade."

Quando vou à dentista, ela me recebe com um "Tudo bem?", para em seguida dizer, "bom, nem tão bem assim, senão não estaria aqui", ao que respondo que eu não me importo de precisar dos serviços dela, porque esse é o preço que pagamos por viver mais tempo.

Antigamente as pessoas não viviam o suficiente para ter certos problemas. Então prefiro aceitar esses inconvenientes, porque fazem parte do processo. Sou afortunada o suficiente para não ter problemas sérios de saúde, o que deve ser em decorrência dessa herança genética que já mencionei, e um estilo de vida relativamente saudável que tento manter.

Também não sou muito "normal" sob outros aspectos: detesto fazer compras! Tenho verdadeiro horror a experimentar roupas, por exemplo. Se eu pudesse, escolhia só olhando na internet e mandava entregar em casa, mas não dá, é preciso ver se serve bem mesmo. Odeio!

Maquiagem uso de vez em quando, mas é tipo um lápis de sobrancelha e um batom. Uso uma correntinha discreta, um anel, brincos, e assim mesmo nem sempre. Nunca pintei o cabelo. Tento mantê-lo razoavelmente bem cortado, mas simples. É claro que em ocasiões muito especiais, como casamentos, lá vou eu pro instituto fazer até as unhas, dos quais eu esqueço na maior parte do tempo.

Enfim, essa sou eu.

Recebi muitas mensagens de parabéns hoje, muito carinhosas, e que me deixaram muito feliz.

Muito obrigada a todos!

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Joel Burns "It gets better" Legendado Português Brasil

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Nunca é demais chamar a atenção para a hostilidade que impera contra os homossexuais, muitas vezes com comsequências fatais:

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Também no meu outro blog:
http://paulcameronrefutado.blogspot.com/2010/10/joel-burns-it-gets-better-legendado.html

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Encarando Pondé | Revista Bula

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Uma argumentação interessante a favor da legalização do aborto:

Leia tudo em:
Encarando Pondé | Revista Bula
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Imagine uma doença grave e agressiva. Um medicamento novo é inventado para ela, com as seguintes características:

— É freqüente que o paciente sinta fortes dores durante todo o tratamento, por causa do tratamento

— O medicamento tem ± 3% de chance de aumentar a sobrevida do paciente em 1 mês

— Em 97% ele pode não adiantar nada (47%) ou aumentar a sobrevida em 1 dia (50%)

— Você daria esse medicamento ao paciente?

Se Pondé responder que não (a única resposta racional, dadas as características acima), ele acaba de se decidir pela permissão à gestante de feto anencéfalo para realizar o aborto, se quiser. Por quê? Obrigando a gestante a manter o anencéfalo até o parto, por meio de proibição legal, todas aquelas que prefeririam não ter de passar por isso, sofrem muito o tempo todo (as “fortes dores”). Quanto aos números, são a evidência científica (científica, Pondé, cuidado!) da história natural para anencefalia. 97% morre no útero, ou nasce morto, ou vive menos de 1 dia. 3% vive mais do que isso, no máximo 1 mês. Sim, há o caso da anencéfala chamada Marcela, mantida viva artificialmente por 1 ano e 8 meses. Exceção. Evidências científicas consideram a regra. Ou alguém está disposto a indicar uma cirurgia com taxa de “sucesso” = 1????

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domingo, 17 de outubro de 2010

"Sou ateia e sinto-me discriminada. Pronto, falei." - por Suzana Herculano-Houzel

A neurocientista de plantão.

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Pouco importa o que Dilma e Serra de fato pensam sobre aborto. Em campanha, eles dirão o que o povo brasileiro deseja ouvir - e não os culpo nem um pouco por isso. Se o que o povo deseja ouvir é que o(a) futuro(a) chefe de nosso Estado teoricamente laico é temente a Deus e aos valores das religiões católica e evangélica, assim será. Por quê? Porque, no nosso país, ser ateu é feio. Ateus não são confiáveis. Ateus não podem ser chefes de Estado nem devem confessar em cadeia nacional sua não-crença, como minha mãe bem me advertiu lá no começo da minha carreira de declarações públicas ("Olha o Fernando Henrique, até ele passou a falar em Deus!").

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E no entanto, não temos liberdade para dizer que não cremos em Deus, ou que acreditamos em debates (sobre o aborto ou o casamento, por exemplo) que NÃO envolvam a religião. É devido à imposição de Deus, crença aparentemente compulsória nesse país, que tem-se o nojo que anda o jornal O Globo e, nojo dos nojos, que deixou minha ínsula absolutamente revoltada, a revista Veja da semana passada (digo isso somente agora, tarde demais para que meu repúdio gere curiosidade e os ajude a vender exemplares).

Pois cansei de ser discriminada. Quero ter direito à liberdade de exercer minha não-religiosidade e a não ser considerada pior do que os religiosos por não crer em Deus. Defendo os direitos dos religiosos de curtirem suas crenças em paz, e acho o máximo conhecer a cultura, os valores e as particularidades de judeus, muçulmanos e tantos outros - mas está na hora de os não-religiosos também terem a sua não-crença respeitada.

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E a partir de agora, podem ter certeza que vou responder com todas as letras que sou ateia toda vem que me perguntarem, em cadeia pública ou em particular. Assim vou fazer minha parte pela liberdade de expressão religiosa *e* não-religiosa. Como Fernando Pessoa bem escreveu, não ter Deus é um Deus também.

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Leia a postagem completa aqui, e deixe o seu comentário: Sou ateia e sinto-me discriminada. Pronto, falei.

Recomendo.

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O futuro de uma ilusão - por David Coimbra

Na Zero Hora de hoje, 15 de outubro de 2010

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O futuro de uma ilusão

Lá pelo fim dos anos 20 do século 20, Freud concebeu um livro genial, dentre tantos de seus livros geniais: O Futuro de uma Ilusão, um estudo sobre como a religião é subproduto da Civilização.

Freud discorre acerca do desamparo do ser humano diante das forças da Natureza. Como o homem, tornado adulto, descobre que será sempre uma criança à mercê dos poderes estranhos que o cercam e o ameaçam: um milheiro de doenças, intempéries de verão e inverno, acidentes surpreendentes. Desesperado em busca de proteção, sabedor de que essa proteção não virá da sociedade que o cerca, o homem se volta para aquela figura plena de força que, durante a sua infância, ele ao mesmo tempo temia e ansiava para que o salvasse de todo o mal: o pai. Indefeso em meio aos perigos do mundo, o homem precisa crer na existência de alguma entidade que o defenda e o oriente, e volta e meia o puna, como fazia seu pai. Espelhado no que o pai lhe representava quando criança, o homem cria o seu deus: onipotente, amoroso, porém duro.

O texto de Freud demonstra que, quando a Civilização é ineficaz para proteger o homem com suas ferramentas tradicionais, a ciência, a tecnologia, as leis, o homem apela para a religião.

A premissa contrária é verdadeira. Quando os instrumentos da Civilização funcionam, a religião perde prestígio. Em países onde a Civilização atingiu os níveis mais avançados, como a Alemanha e a Inglaterra, grande parte da população flutua com serenidade no ateísmo, no agnosticismo ou na singela indiferença ao transcendental. Ingleses e alemães estão cada vez mais distantes dos deuses. Porque não precisam deles.

Agora mesmo, chamou-me a atenção que foi ela, a Civilização, a festejada no resgate dos mineiros soterrados no deserto de Atacama. Assim que um resgatado brotava da terra e saía da cápsula, ele e os outros que o esperavam na superfície, o que eles faziam? Eles não se ajoelhavam e rezavam, com talvez uma única exceção. Eles não erguiam as mãos para o Céu protetor. Não. A maioria deles gritava:

– Chi-chi-chi! Lê-lê-lê!

Chile. Gritavam o nome do país. Quer dizer: celebravam o Estado que teve interesse em salvá-los e, tendo interesse, investiu nisso, financiou o que há de mais sofisticado em ciência e tecnologia, e criou condições para o resgate bem-sucedido. Ciência e tecnologia. Recursos da Civilização.

Os chilenos, ao entoar o nome de seu país, estavam louvando a Civilização.

Ao mesmo tempo, aqui, no Brasil, transcorre o segundo turno das eleições presidenciais, e a democracia também é um instrumento requintado da Civilização. Mas qual é o maior debate deste segundo turno? O que se cobra dos candidatos a presidente do Brasil e do que eles falam dia após dia?

Do aborto.

De religião.

Essa é a civilização brasileira. Esse é o futuro de uma ilusão.

DAVID COIMBRA

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

CARTA ABERTA A FREI BETTO por Gerardo Xavier Santiago

Achei uma resposta extemamente apropriada à declarações "datenescas" de Frei Betto, e vou reproduzí-la aqui.

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CARTA ABERTA A FREI BETTO

Senhor Carlos Alberto Libânio Christo, escrevo esta carta para manifestar a minha profunda indignação com o seguinte trecho de seu artigo publicado na Folha de São Paulo em 10 de outubro deste ano de 2010, intitulado “Dilma e a fé cristã”: “nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar com violência os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.”

Como sempre, o seu domínio da língua de Camões é perfeito, o senhor realmente escreve com uma clareza solar. No afã de defender a sua candidata a presidente da República, cuja campanha enfrenta óbvias dificuldades, o senhor compara a prática hedionda e inumana da tortura ao ateísmo militante. Eu sou ateu militante, membro colaborador da ATEA, uma associação brasileira de ateus e agnósticos. O senhor me comparou a um torturador!

Senhor Carlos Alberto, eu nunca pertenci a nenhuma organização totalitária, como a Juventude Hitlerista, por exemplo. E não o faria nem que me pendurassem no pau-de-arara, me dessem choques, me afogassem e me matassem. Com dezessete anos de idade dava o lombo aos cassetetes e respirava gás lacrimogêneo nas ruas para que o senhor fosse anistiado e para restaurar as liberdades democráticas no Brasil. Ajudei a construir o PT e a levar o seu amigo Lula ao Planalto. Felizmente há três anos estou rompido com esse partido e esse governo, que prostituíram os meus sonhos de juventude na lama dos mensalões e na aliança com gente como o ex-presidente Collor e outros similares.

Ao agredir dessa forma infame e injusta aos que não partilham de sua crença em um deus, o senhor mostra a sua intolerância e os seus pendores totalitários. Uma vez li algo que o senhor disse ou escreveu (talvez em seu livro “Calendário do poder”), no sentido de que não é por ser um frade dominicano que o senhor teria que carregar nos ombros a culpa pelas atrocidades da Inquisição. Pelo seu artigo percebo que é verdade. O senhor traz consigo o espírito da Inquisição sem nenhuma culpa por isso.

Gerardo Xavier Santiago, advogado, militante do PT entre 1980 e 2007, ateu, atualmente sem partido

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A origem dessa indigação toda está aqui:

Frei Betto difama ateísmo e desrespeita ateus ao chamar tortura de “ateísmo militante” em artigo

Um artigo recente de Frei Betto, intitulado "Dilma e fé cristã", difamou o ateísmo e, por tabela, desrespeitou milhares ou milhões de ateus. Referiu-se aos militares torturadores, que haviam prendido Dilma Rousseff na época da ditadura, quando ela era guerrilheira, como pessoas que "praticavam o ateísmo militante".

No blog Arauto da Consciência: http://consciencia.blog.br/2010/10/frei-betto-difama-ateismo-desrespeita-ateus-ao-chamar-tortura-de-ateismo-militante-em-artigo.html

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aborto - porque sou favorável à sua legalização

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Antes de qualquer outra coisa, não, nunca fiz um aborto, e não, nunca teria sido capaz de fazer um, pelo menos não nas circunstâncias em que me encontrava. Tenho três filhos, e engravidei sem planejar de cada um deles, por falha do método (camisinha rompida, DIU que não funcionou como devia) ou por não saber usar devidamente o método (o tal do "cálculo", achei que a ovulação já tinha passado, mas não tinha).

O importante mesmo é que em cada ocasião, eu tive escolha. Todo mundo sabia que era possível abortar, era só ter dinheiro, que alguém indicava um médico de confiança, e olha que era a década de 70. Existia até mesmo um medicamento que funcionava como "pílula do dia seguinte", e todo mundo sabia como usar. Quando engravidei pela primeira vez ainda não era casada, tinha apenas 18 anos, e todas as justificativas para considerar o aborto uma opção.

Mas eu tive a sorte de me encontrar em uma situação em que ter o filho era uma opção viável, o pai deles sempre esteve do meu lado e tinhamos condições de sustentá-los. Casamos e estamos juntos até hoje, 36 anos depois (mas mesmo que isso não tivesse acontecido, eu estava decidida a ter meu filho nem que fosse sozinha). Além disso, e o mais importante, eu queria os filhos. Ser mãe para mim foi uma grande realização, adorava as minhas barrigas e os meus bebês, e não me arrependi um milímetro sequer de tê-los tido.

Se eu fosse partir da minha própria experiência e usar isso como parâmetro, o lógico seria que eu fosse contra a legalização do aborto. Era importante dizer tudo isso para deixar claro que eu não estou "advogando em causa própria", nem tenho interesse pessoal no assunto.

Então, nunca fiz, e também nunca aconselhei, nem incentivei ninguém a fazer um aborto, MAS, sou totalmente favorável à legalização total do aborto até 12 a 13 semanas de gestação (aproximadamente 3 meses). Os meus motivos para considerar que isso é válido é que até então o feto ainda não possui sistema nervoso central formado, não sente dor, nem tem consciência de nada. Ainda não é uma pessoa, com uma história de vida e desejos, ao contrário da mulher, cuja vida será radicalmente transformada ao levar a gravidez adiante e ter um filho, por quem será responsável pelo menos por uns 20 anos, provavelmente mais. Essa não é uma decisão a ser tomada levianamente; um filho é uma enorme responsabilidade e é absurdo impor isso a uma mulher como se fosse um castigo (argumento extremamente comum por parte dos homens que vejo opinar sobre o assunto; muito fácil, já que não é “no deles” que arde).

Eu não posso julgar ninguém pela minha própria experiência, nem tenho o direito de impor o meu pensamento a mais ninguém. Tem mulheres que não querem ou não podem assumir um filho àquela altura de suas vidas. Tem mulheres que não desejam ser mães nunca. Por outro lado, elas tem todo direito de ter uma vida sexual ativa, dizer o contrário seria moralismo. E aí, se o método anticoncepcional falha, é justo obrigar uma mulher a parir contra a sua vontade? Mesmo não tendo sido irresponsável, mesmo tendo tomado todas as precauções? Falhas acontecem muito mais do que se pensa.

E eu ainda não cheguei no assunto das mulheres sem a mínima condição, mulheres sem estudo, sem perspectiva, sem nenhum conhecimento muitas vezes de como se cuidar devidamente, mulheres que no desespero enfiam agulhas de tricô na vagina, tomam chás tóxicos, e outras coisas mais que não são segredo para ninguém.

Nenhuma mulher optaria pelo aborto se tivesse outra opção, o aborto não é uma coisa fácil nem boa de fazer, é quase sempre uma decisão muito difícil. Se engana quem pensa que o aborto se tornaria uma alternativa aos anticoncepcionais se fosse legalizado. Se essas mulheres tivessem acesso a um atendimento legal e decente, elas seriam encaminhadas a alguém que pudesse ajudá-las a evitar futuras gestações, diminuindo assim com o tempo, o número de abortos.

Gostaria de dizer que qualquer mulher que, por razões de foro íntimo dela, quiser levar adiante uma gravidez em quaisquer circunstâncias, mesmo sendo resultado de um estupro ou que ela corra sérios riscos de saúde ou até de morrer, tem todo o direito de assim fazer. A legalização do aborto não o torna obrigatório, mas permite àquelas que não comungam dessa mesma crença, a tomar as suas próprias decisões, com base em suas próprias convicções.

Outra coisa que gostaria de propor é uma reflexão quanto à reais consequências do aborto. Imagine que você fique sabendo depois de um ano, por exemplo, que uma mulher que você conhece fez um aborto. Na época foi como se nada tivesse acontecido, se não lhe contassem, nunca saberia. Não houve nenhum reflexo no mundo externo, foi como se ela nunca tivesse engravidado. Por essas e outras coisas é que eu não entendo porque o aborto dos outros é tão importante para certas pessoas.

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Sei muito bem que há muitos outros aspectos envolvidos, mas isso é uma postagem de blog e não uma tese, então me restringi àquilo que me pareceu mais pertinente. O meu objetivo é apenas colocar aqui a minha opinião.

Eu sei o também quanto esse assunto suscita reações quase violentas, principalmente entre aqueles que acreditam na existência da "alma".

Por isso a postagem de hoje, excepcionalmente, não está aberta a comentários. Nem contra, nem a favor.

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Saúde da Mulher http://delas.ig.com.br/saudedamulher/aborto-supera-cancer-de-mama-em-internacoes-pelo-sus/n1237794630553.html


A favor de que vida: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/a-favor-de-que-vida/

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Vaticano, de novo...

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Vaticano critica Nobel para pioneiro dos bebês de proveta.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4716847-EI8147,00-Vaticano+critica+Nobel+para+pioneiro+dos+bebes+de+proveta.html

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Bom, todo mundo com certeza já leu essa notícia, então só vou dar a minha opinião resumida aqui:

Um bando de homens que teoricamente abriu mão de seus direitos reprodutivos, prometendo (e cumprindo???) abstenção de sexo por toda a sua vida, se acha no direito de dar pitaco na vida sexual e na reprodução dos outros!!!!

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É isso aí, curto e grosso.   : )) 

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sábado, 2 de outubro de 2010

Enfrentando a morte com realismo e dignidade

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Hoje eu chorei. Fiquei tão comovida com essa notícia que não consegui me segurar. 
Essa mulher é um exemplo de como enfrentar a morte, com realismo e dignidade, pensando em como ajudar as pessoas que ama a enfrentar melhor a vida na ausência dela. 

Lembra um filme que eu vi, e que está na barra lateral entre os filmes que recomendo, "Minha Vida Sem Mim" -  http://zerohora.clicrbs.com.br/pdf/9429780.pdf
Abaixo reproduzo a notícia na íntegra, porque agora o conteúdo da Zero Hora só é acessível aos assinantes.
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Zero Hora, 02 de outubro de 2010

AMOR ALÉM DA VIDA

Antes de morrer, mãe deixa manual para cuidar dos filhos

Lista a ser seguida pelo marido inclui lugares a visitar e valores a respeitar

A britânica Kate Greene morreu em janeiro passado, aos 37 anos, depois de perder uma batalha de dois anos contra o câncer de mama. Kate, porém, não quis que a morte a impedisse de participar do crescimento dos filhos Reef, seis anos, e Finn, quatro. Ela deixou uma lista com cerca de cem coisas para o marido, St. Johns Greene, fazer com os dois, para garantir que eles tenham a experiência que ela sempre sonhou para a família e que serão criados como ela planejava.

Não foi a primeira vez a um drama desse tipo afetar a vida dos Greene. O filho mais velho do casal, Reef, já havia sobrevivido a um tumor maligno em 2005. O casal descobriu a doença de Kate em 2008. Após 18 meses de quimioterapia, ficou claro que o câncer havia se espalhado, e o tratamento foi interrompido. Pouco tempo depois, Kate passou a precisar de tanques de oxigênio em casa.

– Uma noite ela ficou muito assustada, achando que não sobreviveria até o dia seguinte. Ficamos acordados, conversando até as 4h sobre o que gostaríamos que os meninos fizessem. Kate passou a carregar papel e caneta para anotar novas ideias. Quando vi, havia três folhas A4 cheias – conta St. Johns.

Entre as recomendações para Finn e Reef, estavam coisas específicas, como visitar a praia onde ela passava férias quando criança, no País de Gales, ou assistir a um jogo internacional de rúgbi. Kate ainda pediu ao marido que levasse os filhos à Suíça, para mostrar o local onde ele a pediu em casamento.

Kate quer que marido encontre outra mulher

A mãe ainda decretou que a família deveria ter uma mesa de jantar, para que todos estejam juntos durante as refeições em sua casa em Sommerset, sudoeste da Inglaterra, e que o marido deveria ajudar as crianças a plantar um girassol, encontrar um trevo de quatro folhas e aprender a tocar um instrumento musical. Ela ainda descreveu os valores que ela queria ensinar aos meninos, como ser pontuais, fazer as pazes logo quando brigassem com alguém e tratar as namoradas com respeito.

A lista também inclui coisas que a mãe não queria que os filhos fizessem, como andar de motocicleta, fumar ou integrar as forças armadas. O pai conta que planeja realizar todos os desejos da lista, já que, de alguma forma, as orientações significam ainda uma ligação emocional com Kate:

– Já fiz algumas, e cada vez que fazemos alguma coisa, pensamos nela.

O desejo mais difícil de ser cumprido no entanto, diz ele, será encontrar uma outra companheira, para que os filhos cresçam com uma influência feminina – outro pedido de Kate:

– Já encontrei minha alma gêmea, e voltar ao mercado é uma coisa muito difícil. 

Londres

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O link para a notícia aqui.

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Agora, alguém reparou em um detalhe? Um detalhe que na verdade é uma ausência?

Não há nenhuma referência a religião, em nenhum momento. 


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