sábado, 25 de setembro de 2010

Existo, Logo Penso

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Estou participando de um canal no YouTube, Existo, Logo Penso.
http://www.youtube.com/user/ExistoLP

O objetivo, nas palavras do criador do canal, Leonardo:

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O maior problema social da atualidade é o "Analfabetismo de Reflexão", ou seja, as pessoas não pensam, apenas seguem o grande fluxo. Com este canal no Youtube, eu gostaria de mostrar dezenas de opiniões sobre vários temas, com a finalidade de fazer as pessoas refletirem sobre o tema abordado, e tirarem suas próprias conclusões.

Qualquer um poderá fazer um vídeo sobre o tema proposto, qualquer um pode participar e expressar suas próprias ideias sobre o tema, se necessário apontar erros e propor soluções.

Ou seja, o canal servirá pra reuinir opiniões diferentes sobre um mesmo tema, para fazer as pessoas refletirem e tirarem suas próprias conclusões.


Qualquer um pode participar, e sugerir temas, se vocês tiverem vídeos falando sobre temas como: Política, Homens x Mulheres, Religião x Ciências, Humor, Música Brasileira Atual, Aborto, Problemas Sociais, podem mandar uma mensagem para o seguinte canal: http://www.youtube.com/user/ExistoLP

O primeiro tema abordado é Política, mais precisamente Eleições 2010, se você tiver um vídeo sobre isso, mande-o, se não tiver, grave-o, você poderá participar quando quiser e se quiser.
E eu convido todos a gravarem sobre os temas a seguir:

Diferenças das Gerações
Homens x Mulheres
Aborto
Ciência x Religião
Sistema de Educação Brasileiro
Meio Ambiente
Homofobia
Música Brasileira Atual
Humor
Analfabetismo de Reflexão
Problemas Sociais
Economia

MSN:heartchapped_2@hotmail.com

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Então, fica aqui o convite.

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Empatia e compaixão - como o fundamentalismo religioso sufoca esses sentimentos

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Abaixo tem a tradução de uma postagem da "The Redheaded Skeptic" (A Cética Ruiva). Ela mantém um blog onde ela conta a trajetória dela, e que venho acompanhando há algum tempo. Para quem entende inglês, recomendo a leitura.
Ela se sente rejeitada pela família e pela comunidade da qual participava, e sente que a religião tem um papel central nisso. Em vez de dar apoio a ela pela pessoa, filha e amiga que é, a julgaram por se separar do marido e viraram as costas a ela. Nessa época ela ainda não era atéia, diga-se de passagem. Ela só não conseguia continuar a viver com um homem abusivo. Pela forma como foi tratada, ela percebeu que havia algo de fundamentalmente errado com a religião, e começou a questionar cada vez mais.

O propósito de eu traduzir essa postagem dela é pelo desabafo que ela faz em decorrência de uma tentativa de suicídio do irmão dela.

Achei que combina muito com algo que eu disse um tempo atrás, que foi mais ou menos o seguinte: "Nenhuma causa pode ser considerada válida se envolve o sacrifício de outras pessoas, seja em que nível for." Isso vai desde negligenciar as necessidades concretas de alguém ou o rompimento de relacionamentos, até o fato de matar pessoas em nome dessa 'causa'.

Vou além; percebo que quando a religiosidade se torna dogmática, mais atenta às regras do que ao bem estar das pessoas que nos cercam, esse tipo de religiosidade torna as pessoas insensíveis, sufoca a  capacidade da empatia e da compaixão em pessoas que talvez até fossem capazes de ser empáticas e compassivas sem essa interferência.

Mas, vamos ao desabafo dela:

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"Obrigadaobrigada por todos os tweets, e-mails, e comentários. Eu realmente aprecio o apoio de todo mundo. Serve para mostrar que é possível consegue encontrar pessoas boas e que se importam no mundo virtual tanto quanto na "vida real".

Contei ao Steve a caminho de casa do hospital, 'Hoje, eu acho, é o primeiro dia que eu me torno uma antiteísta.' Não se isso vai valer daqui a um mês, mas estou tão zangada por causa da bagunça que a religião causou na minha família inteira, é MUITO difícil dizer que é inofensiva, e viver e deixar viver, porque apesar de eu ter sido atéa por uns dois anos agora, ela ainda me afeta todos os dias. A religião fundamentalista não vive e deixa os outros viver, então é praticamente impossível desistir dela sem que haja consequências dolorosas.

Mas eu não sei como reconciliar estes sentimentos com a lógica, que é o fato de eu acreditar na liberdade religiosa. Momentos como esse realmente testam a nossa decisão quanto ao que acreditamos. Suponho que eu quero que a religião desapareça, mas não de maneira forçada. Fico pensando, o que é que vai ter que acontecer para que para que os fundamentalistas se deem conta que o sistema deles não funciona?A morte de seus filhos não basta? Depressão não basta? Casamentos infelizes não bastam? A perda de relacionamentos com sua família extendida não basta? O uso de métodos demonstravelmente falsos logicamente não basta? As mentiras facilmente expostas que as organizações fundamentalistas contam não bastam? A perda dos relacionamentos com seus filhos adultos não basta? Porque se agarrar a algo que nos faz sentir tão mal e é tão obviamente ruim para a família que eles prometem ajudar a fortalecer? Honestamente, essa é uma das coisas a respeito do fundamentalismo que eu não entendo, porque eu saí quando me dei conta de que não funcionava, e me tornei uma atéia quando me dei conta dos erros na minha lógica. Então fico pensando, para aqueles que ainda estão lá e que estão passando pelo que eu passei, o que será o limite? Quando vão enxergar as mentiras? Quando vão enxergar que aquilo os torna infelizes e que destroça as suas vidas por nada? Quando vão examinar o caos de suas vidas destruídas e dizer "Basta!" Mesmo que exista um céu e inferno e Deus, será que ele realmente se importa se você acredita que ele deu origem à vida através da evolução ou que ele a fez em 6 dias? Onde na Bíblia diz que você vai para o inferno se você acredita em uma ou duas coisas erradas? Se você interpreta a Bíblia liberalmente em vez de conservadoramente? Simplesmente não entendo qual a vantagem. Porque destruir a sua família por algo que provavelmente não terá nenhuma importância no grande esquema das coisas? Se existe um Deus, e ele manda as pessoas para o inferno, você não preferiria ficar em algum lugar menos importante no céu com a sua família junto a você do que dar tudo para ser o Número 1 na mesa do banquete, mas destruindo o seu testemunho àqueles que mais importam para você no processo? Não faz sentido, sob nenhum ponto de vista.

Sei que tem muita gente religiosa boa por aí, então não pensem que estou malhando eles, apesar de eu achar que essas pessoas seriam igualmente boas sem religião. Eu não ligo para a religião não-extremista, e eu ainda acho que se a religião o faz feliz, e você não a estiver forçando para cima de mais ninguém (inclusive crianças) ou magoando as pessoas por causa dela, então tudo bem. Mas aí eu penso sobre tudo que perdi, que a minha família perdeu por causa da religião. E isso me deixa tão furiosa que eu não ligo se 1 ou 2 pessoas estão felizes se o resto do mundo está mal. Acho que a religião podia ir para o inferno. É uma contradição, mas William James (ou algum outro psicólogo famos) escreveu uma vez que todos as tem, e melhor ainda se você consegue reconhecê-las: você não precisa resolvê-las. Suponho que para resolvê-las é preciso que se saiba de tudo, e a maioria de nós não sabe. Mas agora estou divagando totalmente.

Acho que , no momento, estou simplesmente analisando tudo e tentando descobrir onde isso vai acabar. Provavelmente vou me arrepender de tudo que eu disse amanhã. Eu sei que não é 100% lógico, mas sinceramente não estou ligando para isso agora.
Minhas desculpas aos meus leitores cristãos, a maioria dos quais são gentis e maravilhosos. Não estou tentando ser ofensiva; é só que me sinto assim hoje. Eu sei que estou pensando principalmente com as minhas emoções e não com a minha cabeça, e posso passar a ver as coisas de forma bem diferente quando as coisas se acalmarem."



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Link para postagem original aqui.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

MARTHA MEDEIROS - Coisas que não servem pra nada


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Eu gosto muito das coisas que a Martha Medeiros escreve, e a coluna dela de hoje tem algumas reflexões bem pertinenentes a respeito do "sentido da vida". E, como diz um homem muito sábio que conheço (o meu marido) -

                                    "A vida é feita de sensações". 

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Na Zero Hora de hoje:



  • Coisas que não servem pra nada

    De outubro a dezembro, Porto Alegre receberá a maior exposição de arte urbana do mundo, a Cow Parade. Dezenas de vacas de fibra de vidro, em tamanho natural, ficarão espalhadas pela cidade, todas decoradas por artistas plásticos, diretores de arte, designers e cartunistas. Um nonsense mais que bem-vindo, uma intervenção no nosso olhar acostumado. Ao passar por ruas, parques e viadutos, seremos surpreendidos por elas, vacas enormes, coloridas, profanas, insólitas. Para quê? Para nada de especial, apenas para espantar o tédio, inspirar loucuras, lembrar que as coisas não precisam ser sempre iguais.

    Um descrente não se convenceria: “Se não serve para nada, então qual o sentido?”.

    Convocarei a poesia para tentar explicar.

    Ela, a poesia, serve para a mesma coisa que serve uma vaca no meio da calçada de uma agitada metrópole. Para alterar o curso do nosso andar, para interromper um hábito, para provocar um estranhamento, para nos fazer pensar, para nos resgatar do inferno que é viver todo santo dia sem nenhum assombro, sem nenhum encantamento.

    Ainda ouço o sujeito resmungando: “Ou seja, também não serve pra nada”.

    Hoje em dia, quando se quer elogiar alguma coisa, costuma-se dizer: “Fulano é tudo”, “O filme é tudo”. Quanta consistência, quanta importância. Tudo!

    Diante da soberania do tudo, defendo o nada e sua valiosa despretensão. Flores não servem para nada, mas não abro mão de tê-las por perto, me fazendo companhia dentro de casa. Velas não servem para nada (quando se tem energia elétrica), mas eu as acendo mesmo assim, para que atraiam bons espíritos. Para que serve viajar, havendo cartões-postais? Os cartões ao menos podem ser grudados na parede, mas lembranças, se faz o que com elas? Para que serve comer um prato caro e elaborado se, horas mais tarde, ele terá o mesmo fim que um reles feijão com arroz? Para que serve a arte? Para que serve a paixão? Para que serve mergulhar, escalar uma montanha, saltar de paraquedas?

    Contaminados pela síndrome da utilidade, estamos perdendo o hábito de reverenciar a nobreza daquilo que serve apenas para ser contemplado, daquilo que desperta um prazer sensitivo e nada mais.

    O tudo (tecnologia, religião, política, família) nos incute metas, ritos, obrigações, distraindo-nos assim da ideia da morte. Mas é o nada que, em sua extrema pureza, dá o verdadeiro sentido à vida.
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    Não posso mais colocar o link da coluna, porque agora tem que pagar para ter acesso. Por isso transcrevi o texto e coloquei o scan, para deixar bem clara a autoria.



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domingo, 19 de setembro de 2010

Richard Dawkins' Speech at Protest the Pope March



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Tradução por Eli Vieira e por mim:

[Burburinho]

No começo eu fiquei tão revoltado quanto todo mundo
por causa das primeiras palavras que o Papa disse assim que pousou em Edimburgo,
culpando os ateus pelas atrocidades de Hitler e outras do século XX.

Mas então fiquei contente com isso,
porque pra mim, de uma certa forma o que isso mostra
é que eles estão tão incomodados com a gente!

que ele foi forçado ao expediente ignominioso
de nos atacar para desviar a atenção
dos verdadeiros crimes que foram cometidos em nome da Igreja Católica.
Posso só imaginar...
Eu posso só imaginar as discussões nos corredores do poder do Vaticano:

"Como vamos distraí-los da sodomia com garotos?"

E a resposta: "por que não atacamos os secularistas, os ateus,
por que não os culpamos pelo hitlerismo?"

Hitler, Aldolf Hitler, foi um católico romano.

Foi batizado, nunca renunciou ao batismo.

A marca de 5 milhões de britânicos católicos é retirada
presumivelmente dos registros de batismo.
Não acredito numa palavra disso,
não acredito que há 5 ou 6 milhões de britânicos católicos,
pode haver 5 ou 6 milhões de batizados,
mas se a Igreja quer alegar que esses são católicos,
então terá que reivindicar Hitler como um católico!

(Palmas)

No mínimo Hitler acreditava numa providência personificada,
falou disso várias vezes,
e era presumivelmente a mesma providência que
foi invocada pelo cardeal arcebispo de Munique em 1939,
quando Hitler escapou da morte
e o cardeal proferiu um "Te Deum" especial na catedral de Munique:

"para agradecer à providência divina, em nome da arquidiocese, pela feliz escapada do Führer."

Vou ler um discurso feito em Munique, coração da Bavária católica,
em 1922, e eu deixo para vocês adivinharem de quem é:

"Meu sentimento como cristão aponta-me para meu Senhor e Salvador como um lutador,
aponta-me para o homem que, uma vez na solidão, cercado por poucos seguidores,
reconheceu esses judeus por quem eles eram, e chamou os homens para lutar contra eles,

[...]

... e que - verdade de deus - foi maior não como sofredor mas como um lutador. No meu amor sem limites com Crisão e como homem eu leio a passagem que nos conta como o Senhor finalmente se levantou em seu poder e tomou do chicote para expulsar do Templo a raça de víboras e vendilhões. Como foi maravilhosa a sua luta contra o veneno Judeu. Hoje, depois de dois mil anos, com a mais profunda emoção eu reconheço mais do que nunca antes o fato de que foi por isso que ele teve que derramar o seu sangue na Cruz."

Esse é apenas um dos muito discrusos, e passagens no Mein Kampf, onde Hitler invocou o seu Cristianismo. Não é de estranhar ele ter recebido um apoio tão caloroso de dentro da hierarquia Católica da Alemanha. E o antecessor de Bento, Pio XII, não é inocente, como mostrou de forma devastadora o escritor católico John Cornwell, em seu livro O Papa de Hitler.

Seria pouco gentil me deter demais nesse ponto, mas o discurso de Ratzinger em Edinburgo na quinta-feira foi tão desgracioso, tão hipócrita, tão ressoante do som de pedras jogadas de dentro de uma casa de vidro, que senti que precisava responder.

Mesmo que Hitler tivesse sido um ateu - e Stalin mais provavelmente era - como o Ratzinger ousa sugerir que o ateismo tem qualquer conexão com os seus atos terríveis? Não mais que a descrença de Hitler e Stalin em duendes ou unicórnios. Não mais do que o fato de ostentarem um bigode - assim como Franco e Saddam Hussein. Não há nenhum camingo lógico do ateísmo para a maldade. Isto é, a menos que você esteja imerso na repulsiva obscenidade que é o cerne da teologia Católica. Eu me refiro (e devo esse ponto a Paula Kirby) à doutrina do Pecado Original. Essas pessoas acreditam - e ensinam isso a criancinhas, ao mesmo tempo que lhes ensinam a terrível falsidade do inferno - que todo bebê "nasce em pecado". Esse seria o pecado de Adão, por falar nisso: o mesmo Adão que, eles mesmos agora admitem, nunca existiu. Pecado original significa que, a partir do momento em que nascemos, somos maus, corruptos, condenados. A menos que acreditemos no deus deles. Ou a menos que caiamos no conto da "cenoura" do céu e o castigo do inferno. Isso, senhoras e senhores, é a nojenta teoria que os leva a presunir que foi a irreligiosidade que tornou Hitler e Stalin nos monstros que foram. Somos todos monstros a menos que sejamos deimidos por Jesus. Que teoria vil, depravada e desumana em que se basear a vida.

Joseph Ratzinger é um inimigo da humanidade.

Ele é inimigo das crianças, cujos corpos ele permitiu que fossem estuprados e cujas mentes ele encorajou que fossem infectadas pela culpa. Fica embaraçosamente evidente que a igreja se preocupa menos em salvar os corpos das crianças de estupradores do que em salvar as almas dos padres do inferno: e mais preocupado em salvar a reputação permanente da própria igreja.

Ele é inimigo dos homossexuais, conferindo a eles o tipo de intolerância que a sua igreja costumava reservar aos Judeus.

Ele é inimigo de mulheres - barrando-as do sacerdócio como se um pênis fosse um atributo essencial para exercer os deveres pastorais. Que outro empregador teria permissão para discriminar com base no sexo, quando está contratando para uma função que claramente não exige força física ou alguma outra característica que só se imagina que homens tenham?

Ele é inimigo da verdade, promovendo mentiras deslavadas sobre preservativos não protegerem contra AIDS, especialmente na Àfrica.

Ele é inimigo das pessoas mais pobres deste planeta, condenando-os a famílias numerosas que não conseguem alimentar, e assim mantendo-os na escravidão da eterna pobreza. Uma pobreza que combina muito mal com a obscena riqueza do Vaticano.

Ele é inimigo da ciência, obstruindo a pesquisa vital com células-tronco [embrionárias], com base não na moralidade mas na superstição pré-científica.

Menos sério do meu ponto de vista, Ratzinger é até mesmo inimigo da igreja da própria Rainha, arrogantemente endossando o menosprezo de um antecessor das Ordens Anglicanas como "absolutamente nulas e totalmente inválidas", enquanto tenta sem nehuma vergonha na cara induzir vigários Anglicanos a escorar seu próprio sacerdócio em patético declínio.

Finalmente, talvez a minha maior preocupação pessoal, ele é um inimigo da educação.
Sem considerar o dano psicológico permanente causado pela culpa e medo que tornou a educação católcia algo abjeto no mundo inteiro, ele e sua igreja fomentam a doutrina educativamente perniciosa de que a evidência é uma base menos confiável para a crença do que fé, tradição, revelação e autoridade - a autoridade dele.

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O discurso completo, em inglês, no site de Richard Dawkins: http://richarddawkins.net/articles/521113-ratzinger-is-an-enemy-of-humanity

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Hoje (20 de setembro 2010) vi que, por uma hilária coincidência, ontem tive exatamente 666 visitas nesse blog.

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sábado, 18 de setembro de 2010

O Papa, para variar...

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O Papa "datenou" (deu uma de Datena) e resolveu jogar a culpa pelos atos dos nazistas em cima dos ateus.

Esse video "Então... quem eram os nazistas??", dá uma excelente resposta ao Papa e a todos que acreditaram nessas declarações mentirosas.



É até difícil de comentar tudo isso, tamanha a indignação que estou sentindo.

Será que daqui a pouco vamos nos ver na situação em que seremos obrigados a fingir que acreditamos em alguma coisa para não sermos presos?

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Outra postagem sobre o assunto em É Muito Complexo:
http://emuitocomplexo.blogspot.com/2010/09/o-papa-nao-e-pop.html

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

E o Datena insiste...

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No programa Brasil Urgente de hoje, do qual tem um video parcial aqui, Datena persistiu no seu bordão, insistiu que "não crer em deus abre o caminho para todo tipo de maldade", e distorceu todo o sentido das reclamações dos ateus, dizendo que ELE é que estava sendo perseguido!

Já perguntei, e vou perguntar de novo: se o Datena tivesse dito algo como "isso só pode ser coisa de negro", e fosse processado por isso, ele em sã consciência poderia reclamar de estar sendo perseguido?

No entanto ele considera perfeitamente correto e inofensivo chamar uma pessoa com eu, esposa, mãe e avó, de criminosa em potencial. SIM, porque eu sou atéia! Não acredito em deus nenhuma, não tenho "deus no coração". Então, segundo ele, mesmo que ainda não tenha cometido um crime, sou uma pessoa de quem se deve ter medo, porque eu ainda posso vir a cometer um, já que não há nada que me "segure".

Esse é que é o grande problema! O Datena pode acreditar no que quiser, mas não tem o direito de colocar na mente do seu pública idéias como essa!
Ele está infundindo um preconceito nas mentes das pessoas, e que pode ter consequências bem sérias. Vamos dizer que pessoas da minha vizinhança fiquem sabendo de como eu penso. Aí vêem o Datena na TV dizendo que pessoas que "não estão com deus, estão com o capeta". Por mais que eu seja uma pessoa que sempre tratou todo mundo bem, nunca fiz nada de errado, será que não vai haver aqueles que vão se afastar e até me hostilizar por isso?

Pessoas como o Datena deviam pensar na responsabilidade que tem quando falam com o grande público.

Palavras e atos tem consequências.

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Site Ética na TV, para denunciar abusos na programação - http://www.eticanatv.org.br/index.php?sec=3&cat=7&pg=5

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Ser ateu pode ser pesado demais às vezes

Ser ateu pode ser pesado demais às vezes

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Video: European Parliament Condemns Death Sentence of Sakineh Mohammadi Ashtiani | Only Democracy For Iran

Video: European Parliament Condemns Death Sentence of Sakineh Mohammadi Ashtiani | Only Democracy For Iran

Testemunhas de Jeová: Esquizofrenia, hipocrisia, ou má-fé mesmo??

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"Testemunhas de Jeová estão furiosos porque os Ateus não guardam as suas opiniões para si mesmos. http://bit.ly/djunEf"

Na última publicação de Despertai, que só achei em inglês por enquanto) um artigo começa assim:

"Um novo grupo de ateus está surgindo na sociedade. Chamados de neo-ateistas, não se contentam em guardar as suas opiniões para si mesmos..."

Para um grupo que SEMPRE foi extremamente evangelizadora, indo de porta em porta tentando converter pessoas, espalhando as suas publicações pelo mundo afora, e se orgulhando disso, expressar uma opinião dessas é no mínimo contraditório.

Cada vez mais fica evidente a intenção de qualquer grupo religioso: são as opiniões deles que devem prevalecer, em detrimento de qualquer outra. Eles ainda aparentam aceitar outras religiões, mas só porque é conveniente nas atuais circunstâncias, em que cada vez mais gente está tendo coragem de se afastar delas e adotar uma postura secularista.

Há tempos escrevi aqui no blog sobre A importância do Estado Laico (sugiro a leitura).

Considerando todo o lobby evangélico entre os políticos no Brasil esse assunto se torna extremamente atual, ainda mais considerando o que está sendo dito nesse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI, em que um pastor incita os fiéis a não votar em candidatos que apoiam a legalização do aborto, divórcio (sic) e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Porque as leis de um país tem que estar de acordo com o pensamento de um grupo religioso? Porque eu, que não tenho crença nenhuma teria que agir de acordo com as regras deles?
Ninguém é obrigado a se divorciar, ou fazer um aborto ou se casar com alguém do mesmo sexo (eu mesma não passei por nenhuma destas). As leis de um país tem que servir para todos, e quem não quer fazer essas coisas por motivos de cunho íntimo, está totalmente livre para se recusar!

Então porque essa insistência em empurrar goela abaixo preceitos religiosos em uma população inteira? Medo da tentação? Tipo, se for legal, então as pessoas vão fazer, mesmo que seja contra a sua religião? Que religiosidade é essa, tão frágil que não consegue resistir à aprovação de uma lei que não obriga ninguém, só dá a liberdade de optar?

Vão pensando aí.

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010