domingo, 25 de abril de 2010

Criacionismo x Evolucionismo - Idade do Universo (farsa)



Esse rapaz, Daniel, tem vários outros videos que vale a pena assistir. O canal dele no Youtube é http://www.youtube.com/user/ddimensoes
Tudo que ele diz se aproveita. :)

O terrorismo psicológico dos arautos do apocalipse

Essa postagem está "no forno" há quase três meses. O assunto me foi sugerido por um amigo do Orkut, Fernando, que abriu um tópico sobre o assunto na comunidade "Sou feliz por ser ateu". O link que ele postou, do site Tempo Final, é um belo exemplo disso, e a impressão que dá é que o objetivo mesmo é vender filmes.

Eu acho simplesmente terrível o que certas organizações fazem, mantendo muitas pessoas em constante estado de angústia e pânico. Assim elas se tornam facilmente manipuláveis e exploráveis por essas organizações. E o mais provável é que os que promovem essas "profecias" nem acreditam nelas, com raras exceções.

Nessas imagens (no meu album no Orkut) se vê mais um dos muitos exemplos do que as diversas organizações religiosas estão fazendo.

Na verdade elas induzem os seus seguidores a um estado permanente de ansiedade. Quem é que pode levar a vida de forma construtiva tendo que estar sempre com essa verdadeira "espada de Dâmocles" pendurada por cima da cabeça?

Será que esse tipo de "propaganda" não poderia, e deveria, ser fiscalizada pelas autoridades? Será que em nome da liberdade de expressão deve ser permitido veicular informações falsas com o objetivo de induzir o pânico nas pessoas?

De maneira geral as religiões governam pelo medo. Duvidar é "pecado", não é permitido questionar. Os fiéis são mantidos numa camisa de força invisível, impedidas de se movimentar livremente. Tem que seguir cegamente as rígidas regras da organização, sob pena de ir para o "inferno" se duvidar.

As profecias de fim de mundo são o supra-sumo desse governar pelo medo. E não temos isso só nas religiões. Temos as previsões de choques de meteoros, tem o Calendário Maia, e tantas outras. Parece que certas pessoas tem prazer em torturar mentalmente as pessoas.

Existem previsões de fim de mundo desde a antiguidade. O mundo ia acabar no ano zero, depois teve várias outras datas, inclusive o ano 1000, o ano 2000, etc.
Agora estão falando no ano 2012 (Calendário Maia) e as várias organizações religiosas sempre dizem que não dá para saber a data certa, mas que vai ser "em breve".

O importante mesmo disso tudo, a conclusão a tirar, é:

Nenhuma dessas previsões deu certo!

Então porque devemos acreditar que a próxima dará?

sábado, 24 de abril de 2010

Hoje faz 40 anos que cheguei no Brasil.

No dia 24 de abril de 1970, desembarcamos no porto de Santos. Estávamos viajando há umas três semanas de navio, minha mãe, meu irmão mais velho, eu e minhas três irmãs. Nossas idades - 16/13(eu)/10/7/4.E também tinha o nosso cachorro, Båtsman, um grande labrador preto.

Tudo estava planejado para que a firma do meu pai tivesse enviado alguém para nos receber na alfândega. Mas não tinha ninguém lá.

Não falávamos uma palavra de português e não tínhamos dinheiro. Eu imagino como a minha mãe se sentiu, até o fim da vida ela falava sobre aquilo. Foi um choque.

Mas por sorte ela encontrou um funcionário da alfândega qe falava inglês. Ele foi muito gentil, e nos encaminhou para um hotel em Santos, cujo dono era inglês. Se chamava Sir John, e nos recebeu muito gentilmente, na maior confiança.
Do hotel a minha mãe conseguiu telefonar para a firma do meu pai. Quando a secretária atendeu, e minha mãe explicou quem era, ela disse (em inglês): "Mas nós pensávamos que vocês iam chegar amanhã!", ao que minha mãe respondeu, "Sinto muito, mas chegamos hoje."

Aí tudo se resolveu, claro. No dia seguinte foram lá para nos buscar, nos levaram a São Paulo e de lá fomos a Porto Alegre.
Passamos a morar em Guaíba, que é onde fica a fábrica de celulose onde meu pai trabalhava. Ficamos lá durante três anos, e foram os melhores anos da minha adolescência. Foi inclusive onde conheci o homem com quem sou casada até hoje.

Fiéis abandonam Igreja Católica devido a escândalos na Alemanha

http://tinyurl.com/367dff5

O escândalo dos abusos sexuais e dos maus tratos a menores que atinge a Igreja Católica na Alemanha está causando um abandono em massa de fiéis, que deixam de doar dinheiro para custeio das confissões religiosas.

O número de baixas é qualificado de "dramático", especialmente no sul da Alemanha, sobretudo no católico estado da Baviera, segundo pesquisa publica neste sábado pelo jornal Frankfurter Rundschau, que consultou bispados e registros responsáveis pela apuração dos fiéis.

No bispado de Bamberg, no qual até pouco tempo as baixas não superavam 200 ou 300 fiéis ao mês, o número chegou em março a 1,4 mil, enquanto em Würzburg passou de 400 para mais de 1,2 mil.

Em Regensburg, onde surgiu um escândalo por maus tratos às crianças do Coro Catedralicio dirigido pelo irmão do papa, Georg Ratzinger, as baixas se multiplicaram por cinco.

Em Augsburgo, cujo bispo, Walter Mixa, renunciou esta semana após reconhecer ter maltratado crianças de um orfanato quando era pároco de uma localidade da Baviera, as baixas desde o início do ano já somam mais de 4,3 mil fiéis.

Quedas maciças também foram contabilizadas nos bispados de Rottenburg-Stuttgart, Osnabrück e Colônia, enquanto no de Berlim triplicou o número de pessoas que abandonaram oficialmente a igreja.

A ministra alemã de Justiça, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger, deseja aumentar os prazos de prescrição para que vítimas de abusos sexuais quando eram menores de idade possam dispor de mais tempo para denunciar os autores. "Estou aberta a um aumento dos prazos", declara a ministra na edição deste sábado do jornal Süddeutsche Zeitung. Atualmente, os prazos vencem três anos depois que as vítimas chegaram aos 21 anos de idade.

Enquanto isso, o governo alemão ativou na sexta-feira seu plano de apoio às vítimas de pedofilia, diante do alarme social pelos escândalos de abusos tanto em instituições eclesiásticas como em centros laicos. O governo busca soluções para casos de complexa perseguição judicial que frequentemente prescreveram como delito. "Muitos desses delitos prescreveram, mas a responsabilidade de auxiliar suas vítimas não prescreve", declarou a ministra da Família, Kristina Schröder, ao inaugurar as sessões da mesa de trabalho criada para o esclarecimento das centenas de casos de pedofilia revelados nos últimos meses em todo o país.

A mesa de trabalho agrupa três ministras de Angela Merkel - além de Katrine, a ministra de Justiça, Sabine Leutheusser-Scharrenberger e a de Educação, Annette Schavan - assim como a ex-ministra Christine Bergmann, titular da Família no governo de Gerhard Schröder e agora encarregada especial do governo para essa incumbência.

Completam o grupo 61 representantes das Igrejas Católica e Evangélica, médicos, docentes e juristas, com o objetivo de abordar uma problemática que deixou muito abalada a credibilidade das instituições religiosas, especialmente as católicas. As sessões de trabalho começarão em maio com a intenção de apresentar medidas preventivas e também ajudas concretas às vítimas antes do fim do ano.

[Espero que isso aconteça no mundo inteiro]

terça-feira, 20 de abril de 2010

Vaticano instruiu o acobertamento de escândalos

No Blog INDEX - http://index.opsblog.org/04/2010/vaticano-acobertamento-escandalos/
Vaticano instruiu o acobertamento de escândalos
Apr 19th, 2010
by daniel.

O Vaticano instruiu bispos católicos de todo o mundo para acobertarem casos de abuso sexual, sob risco de serem expulsos da Igreja. The Observer obteve dos arquivos secretos do Vaticano um documento confidencial de 40 anos atrás, que advogados estão chamando de um “projeto para o engano e o encobrimento”. Um advogado britânico que trabalha para vítimas de abuso da Igreja descreveu o documento como “explosivo”.

A notícia completa no site do Guardian. Por lá também, a íntegra do documento em PDF — a coisa abjeta chama “Crimine solicitationies“. É cada vez menos exagerado chamar aquilo lá de organização criminosa.

Ah sim, dizem que o papa chorou, vocês viram? Essa etapa era dispensável, mas vá lá. Agora só falta os acusados de estuprado e os que acobertaram seus atos responderem a perguntas sob juramento e, onde for o caso, serem encarcerados.

sábado, 10 de abril de 2010

Ateismo é só uma negação?

A princípio, para fins de simplificação, de fato o ateísmo é só a não-crença em divindades. Mas será que acaba sendo "só" isso?

Eu penso que ateísmo é um ponto de transformação, é uma mudança radical de foco. É como se parássemos de correr atrás da miragem lá longe no deserto (que quando se chega perto se percebe que não tem nada lá) e começássemos a prestar atenção naquilo que tem imediatamente ao nosso redor, com boas possiblidades de encontrar algo que realmente possa nos fornecer um meio de sobreviver.

No momento em que deixamos de acreditar em quaisquer deuses, na maioria das vezes também deixamos de crer em fenômenos sobrenaturais, alma e vida pós-morte. Eliminando esses conceitos da nossa mente, o foco das nossas vidas acaba mudando radicalmente. Se não vamos ter uma "segunda chance" com as pessoas que amamos, só nos resta prestar atenção nelas agora, conviver com elas e tratá-las bem enquanto estão aqui conosco.
Nós nos tornamos humanistas.

Se não existem fenômenos sobrenaturais, não tem porque ficar esperando por alguma "intervenção divina", temos que agir e tomar decisões por nós mesmos. Se não existe uma "alma", a idéia do "pecado" também perde o sentido, e o que vale são as consequências concretas dos nossos atos.
Nós nos tornamos práticos.

Passamos a entender que temos que agir aqui e agora, e que o conhecimento é fundamental para podermos agir com mais eficácia. Estudar e aprender mais sobre o mundo ao nosso redor se torna cada vez mais importante e também desejamos compartilhar esse conhecimento com outras pessoas.
Analisamos evidências e tiramos conclusões em vez de acreditar.

Passamos a dar mais importância à compaixão e à empatia para com os nossos semelhantes, em vez de nos preocupar com algumas regras ditadas num livro.
Mais humanismo.

Eu já disse em outras ocasiões, e vou dizer de novo: ateísmo não é algo que decidimos adotar, é uma conclusão a que se chega depois de analisar os fatos e comparar com o que nos disseram. Ninguém convence ninguém a se tornar ateu, é um processo interno particular de cada um. Pode parecer algo simples e pequeno mas, como tentei demonstrar acima, tem consequências dramáticas na maneira como passamos a ver a vida.