terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como evolui a mente humana [Daniel Dennett]

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Então, ontem estive presente na palestra dele, foi uma experiência fantástica.
O resumo pode ser lido aqui:
http://www.unimedpoa.com.br/mkt/resumo_fronteiras_081110.pdf


 Aguardem para amanhã, no blog do Bule Voador, as minhas impressões sobre o evento.
 
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Hoje saiu mais uma notícia a respeito na Zero Hora:
 
09 de novembro de 2010

CIÊNCIA E FILOSOFIA

Como evolui a mente humana

O norte-americano Daniel Dennett apoiou-se em teorias de Descartes de Darwin no Fronteiras

Longa barba branca e discurso em tom professoral sobre o que nos faz humanos a partir de comparações com os demais animais. Charles Darwin visitou ontem o Fronteiras do Pensamento, na conferência do filósofo norte-americano Daniel Dennett.

Sucedendo o Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, o penúltimo convidado do ciclo de altos estudos subiu ao palco do Salão de Atos da UFRGS um dia após o megashow de Paul McCartney em Porto Alegre. O ambiente, no entanto, não foi de ressaca: o público que ocupou mais de três quartos do teatro assistiu atentamente a toda a aula, percorrendo temas espinhosos como o funcionamento da mente humana com o auxílio de slides ilustrativos e da didática apurada do palestrante.

– Como é possível uma mente ser humana? – perguntou Dennett no início de sua fala, fazendo uso de mais de uma hora, e de citações sobretudo de Descartes e Darwin, para dar a sua resposta a essa questão.

Apresentado pela editora de Cultura de Zero Hora, Cláudia Laitano, o conferencista falou pouco sobre os contrastes entre ciência e religião, um dos assuntos que é mais requisitado a comentar. Preferiu se concentrar numa explicação naturalista – darwiniana – da forma e da evolução das comunicações, das línguas e das criações humanas, que acabam explicando não apenas a diferenciação do nosso cérebro com relação aos demais seres vivos, mas também da nossa mente.

– Nós, seres humanos, somos os primeiros designers eficientes da própria mente na natureza. Os demais animais não tiveram capacidade de fazer ideias e invenções evoluir como nós tivemos.

O livre-arbítrio e a mente humana

Indo de certa forma de encontro ao que disse Eduardo Giannetti em conferência recente no Fronteiras, Dennett afirmou que o livre-arbítrio humano pode não ser fruto unicamente da atividade cerebral, mas da nossa mente:

– Os neurocientistas estão descobrindo coisas muito interessantes sobre a origem das nossas ações e dos nossos pensamentos. Mas vamos com calma. É preciso ter cuidado antes de sair repetindo que agimos ou pensamos de forma mecânica, à revelia de nossa própria consciência.

O próximo encontro do Fronteiras do Pensamento, o último de 2010, será com o historiador italiano Carlo Ginzbourg, no dia 29 deste mês. O ciclo é realizado pela Braskem, em parceria com o Grupo RBS, a Unimed, a Gerdau, o Instituto Claro e a Refap, e com o apoio cultural de UFRGS, prefeitura de Porto Alegre e Anhanguera.

daniel.feix@zerohora.com.br
DANIEL FEIX
Link para a notícia online.

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