segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Encarando Pondé | Revista Bula

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Uma argumentação interessante a favor da legalização do aborto:

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Encarando Pondé | Revista Bula
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Imagine uma doença grave e agressiva. Um medicamento novo é inventado para ela, com as seguintes características:

— É freqüente que o paciente sinta fortes dores durante todo o tratamento, por causa do tratamento

— O medicamento tem ± 3% de chance de aumentar a sobrevida do paciente em 1 mês

— Em 97% ele pode não adiantar nada (47%) ou aumentar a sobrevida em 1 dia (50%)

— Você daria esse medicamento ao paciente?

Se Pondé responder que não (a única resposta racional, dadas as características acima), ele acaba de se decidir pela permissão à gestante de feto anencéfalo para realizar o aborto, se quiser. Por quê? Obrigando a gestante a manter o anencéfalo até o parto, por meio de proibição legal, todas aquelas que prefeririam não ter de passar por isso, sofrem muito o tempo todo (as “fortes dores”). Quanto aos números, são a evidência científica (científica, Pondé, cuidado!) da história natural para anencefalia. 97% morre no útero, ou nasce morto, ou vive menos de 1 dia. 3% vive mais do que isso, no máximo 1 mês. Sim, há o caso da anencéfala chamada Marcela, mantida viva artificialmente por 1 ano e 8 meses. Exceção. Evidências científicas consideram a regra. Ou alguém está disposto a indicar uma cirurgia com taxa de “sucesso” = 1????

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