domingo, 13 de dezembro de 2009

Respeitai-vos uns aos outros

Realisticamente falando, não é possível amar a humanidade toda. Não é possível nem mesmo amar a população de uma cidade. Os seres humanos são capazes de amar, num sentido mais amplo, um grupo de 150 a 200 pessoas com quem tem laços afetivos em algum grau, desde amizade e família, a um envolvimento romântico. Amor é um sentimento, portanto não temos muito controle sobre ele. O amor também é algo bem difícil de definir, as pessoas usam o termo para justificar às vezes comportamentos bem estranhos. Alguns são capazes até de matar em nome do "amor".
Por outro lado, eu nunca vi alguém matar ou se comportar de forma irracional em nome do respeito. Respeito é uma atitude que podemos decidir assumir de forma controlada de consciente.
Cheguei à conclusão há muito tempo de que para fins de convívio em sociedade, o respeito é infinitamente superior ao amor. O amor desgasta, o amor exige muito de nós, só conseguimos amar de verdade um número bem pequeno de pessoas.
Respeito podemos ter por qualquer pessoa, mesmo que seja apenas no sentido de respeitar a sua integridade física.

Um "Respeitai-vos uns aos outros" na hora certa e no lugar certo teria evitado muitas tragédias.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Entrevista ateista

Saiu no blog ATEU ATIVO de Walison Douglas, uma entrevista feita por ele ontem. Os entrevistados foram eu, o Vides Junior e Marcelo Ronconi.
Confira no link:
Entrevista ateista

Achei as perguntas bem escolhidas, e gostei de participar.

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A propósito, lembrei de uma outra entrevista em uma comunidade do Orkut. Organizei tudo no meu Multiply, aqui está na íntegra:
Entrevista na comunidade A&A, em julho de 2008

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu não acredito em futebol!

Estou brincando, claro, mas não deixa de ter um fundo de verdade. Futebol só existe como atividade, mas muita gente leva a sério demais. No jornal Zero Hora de hoje tem uma crônica de Martha Medeiros que me chamou atenção. O título é "Os meio honestos", e vou transcrever algumas partes que achei interessantes:
"Rivalidade tem limite. Pode ser algo divertido e infantil, no que a infantilidade tem de melhor, que é o nosso resgate dos tempos do colégio, das gincanas, das turmas de rua. Natural que, mesmo crescidos, o espírito de disputa permaneça, que se diga “bem feito” quando o lado de lá perde, que se toquem flautas, que se soltem foguetes quando nosso adversário leva um gol. Coisa de piá.

O limite da rivalidade é extrapolado quando deixamos de ser gremistas ou colorados para virar um tipo de torcedor mais agressivo: aquele que é, antes de tudo, antigremista ou anticolorado, e que torce mesmo é pela humilhação do oponente em qualquer circunstância. É o lado perverso da infantilidade: são homens e mulheres que não conseguiram transpor os ritos de passagem, não suportam se sentir inferiores e confundem o futebol com uma espécie de religião. Aí deixam de pensar."


Eu costumo dizer que nenhuma causa vale o sacrifício de uma vida sequer, porque as pessoas e suas vidas deviam estar acima de qualquer abstração. O futebol não deixa de ser uma abstração, porque não existe uma entidade física chamada "futebol". Mesmo assim tem gente que é capaz de matar os torcedores de outro time.

Vá entender...