quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"O Ateismo traz muita paz"

O empurrão final para que eu desistisse da astrologia em particular, e da minha busca em geral, foi muito por eu ter conhecido a STR. Quando cheguei nesse ponto, foi incrível a paz que eu senti. Foi uma sensação de alívio muito grande, tipo "ufa! não preciso mais me preocupar com isso."

Tem uma comunidade no Orkut que se chama "O Ateismo traz muita Paz". E quem a fez, foi porque viu essa frase em uma postagem minha em outra comunidade.
Não estou dizendo que todos vão, ou devem, se sentir assim. Para chegar a esse ponto é preciso primeiro enfrentar o lado negativo da descrença, que é o fato de não haver nenhuma força para nos proteger. Se conseguirmos superar o medo da "solidão cósmica", o que vem de bônus é uma grande liberdade. E essa liberdade tem um contraponto extremamente importante, que é a responsabilidade.
Não temos ninguém para responsabilizar exceto nós mesmos, temos que assumir totalmente tudo que fazemos. E as pessoas assumem uma importância ainda maior, porque não haverá uma segunda chance. Depois que a pessoa morre, o que não foi feito ou dito, não será mais feito ou dito, então temos que tratar bem a pessoa enquanto está aqui conosco.

Em janeiro de 2005 saiu uma matéria na Revista das Religiões, intitulada "Em que crêem os que não crêem". Foi feita uma entrevista comigo por e-mail, mas aproveitaram muito pouco de tudo que escrevi. Por isso coloquei a entrevista na íntegra à disposição no meu site do Multiply . No final da entrevista eu falei justamente nessa questão da paz que algumas pessoas encontram no ateismo.

2 comentários:

  1. "Nós vamos morrer, e isso nos torna afortunados. A maioria das pessoas nunca vai morrer, porque nunca vai nascer." assim começa o livro "desvendando o arco-íris" de Richard Dawkins, nos dizendo que a vida é mais, do que estes tolos no ensinam nas escolas, que o universo é maior do que podemos ver[imaginar] e que nós somos muito menos do que pensamos que somos dentro dele, comparando com a idade do universo, nós secularistas pasaremos despercebidos por este vasto céu de galáxias(estrelas não são amis tão poeticas perto delas).
    por fim, nós ateus damos muito mais valor a vida do que os teistas, pois conseguimos perceber que a vida é unica e finita, e apesar de não ser nada perto do universo temos a experiencia unica e incrivel de degustar de uma conciencia e praseres promovidos por nossos sentidos, que podem tornar nossas vidas muito para nossa conciencia(nós mesmo), que é o que importa.
    NÓS (sa felicidade).

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  2. Interessante, Fábio e Åsa! Eu não sou atéia, mas penso como vocês e me sinto muito responsável pela minha vida e por aquelas que coloquei no mundo. Outro dia meu filho dava a mim uma resposta muito importante. Quando eu o questionei sobre determinado assunto ele simplemente me respondeu: "Confia nas sementes do bem que tu me ensinou!"
    Então, se Deus existe ou não se estamos sós ou não, o que importa e a fé que temos em nós mesmos, mas realmente a solidão de não haver nada pode ser muito angustiante, mas mesmo que não haja nada, há uma vida pulsante e maravilhosa por todos os lados, quimica, fisica, mundos, matemática... Coisas inventadas pelo homem? E o Universo? Pode ter se criado do nada... sei lá estudo Metafísica, Filosofia, estou buscando respostas... mas há qualquer coisa que ainda me faz crer em algo Maior...

    Aiiiii... desculpas me empolguei...

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