terça-feira, 27 de outubro de 2009

A História das Meninas Dahlström


(contribuição da minha irmã, Synnöve)

Na foto: Meninas Dahlström em cena: Mais um Concurso Cultural na TV da Finlândia em que as meninas ganharam o prêmio máximo. Na foto, Åsa, Synnöve, Bodil e Tove sentadas à frente, tendo o apoio do irmão Yngve, Pai Klas e mãe Iris.

É de conhecimento comum que em 1970 mudou-se para o Brasil a família Dahlström, vinda de um país distante, ao norte do mundo, a Finlândia. Da família faziam parte pai e mãe ecinco filhos, dos quais apenas um, o primogênito era do sexo masculino, as demais (em todos os sentidos) eram as meninas Dahlström, que cruzaram a linha do Equador, mas deixaram para trás um país e uma cidadezinha, Jakobstad, marcados para sempre.
- Vocês estão se comportando como as meninas Dahltröm! - Era uma frase ouvida por muito tempo pelas crianças de Jakobstad e, segundo depoimentos, não de uma forma positiva. Entenda, caro leitor, que a idade das meninas em questão variava de 3 a 12
anos e nessa tenra idade que precede a adolescência nenhum comportamento é negativo.

Na verdade, o comportamento das meninas era extremamente positivo, porém mal compreendido. Líderes natas, ainda no berço conseguiam ganhar qualquer disputa cultural e intelectual sem dificuldade e tinham o hábito de conseguir provar para qualquer pessoa que estavam sempre certas, portanto, era natural que fossem obedecidas. Apenas uma questão de lógica...
Bom, estudos deduziram que, por tratar-se de uma família grande, um tanto atípica para os padrões sociais da época, em que a média de filhos por família era de 2.12 (não sei quantos filhos alguém deve ter para completar o ponto12, enfim, estatística!), os Dahlström formavam um grupo capaz de preencher todos os espaços físicos e sonoros de uma simples festinha familiar.
Somente uma das meninas, a mais velha, participava dos escoteiros (sim,na Finlândia é chamado escoteiros para meninos e meninas), mas muitos anos depois de a família ter se mudado para o Brasil os instrutores ainda aterrorizavam as pequenas lobinhas dizendo que se não se comportassem, pareceriam “as meninas Dahlström”. Ainda nos anos 80era possível escutar o suspiro de alívio dos monitores por não terem que
enfrentar as outras três...
A nova geração de meninas Dahlström se mostrou tão forte e determinada quanto a anterior e, do mesmo modo, mal compreendidas. É pena que algumas pessoas ainda insistam em confundir determinação com teimosia e convicção com autoridade...

Um comentário:

  1. Se tem uma coisa que a minha mãe se lembra de vc é a inteligência (além da pele alva e os cabelos extremamente louros, hahahaha). Melhor aluna em Português que o resto dos colegas brasileiros. Inesquecíveis mesmo, as meninas Dahlström :)

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